THIS IS MY INTIMATE SPACE!!!

"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos"
Antoine de Saint-Exupéry

quarta-feira, 24 de julho de 2013

VARIÁVEIS INDISCRETAS #1

Hoje poderia ser assim... por esta ordem:




 

With an happy ending!

terça-feira, 23 de julho de 2013

JANTAS HOJE COMIGO? QUERES?

É noite. A viagem já vai longa e a minha condução torna-se progressivamente mais automática, quase perigosa. A tua mão acaricia-me num vai-e-vem ritmado sobre os jeans. É difícil conduzir assim.
Ao longe vislumbro uma ténue luz à beira da estrada. Aproximamo-nos.
Enebriado pela tesão que me vais provocando encosto o carro junto à casa iluminada por aquela luz fraca. É um restaurante. Desligo o motor e fico quieto, olhos fechados, a sentir a tua mão que continua a afagar-me sobre as calças.
Esfregas-me aumentando a pressão e, de repente paras. “Vamos jantar?”, perguntas. “OK”, respondo-te entre gemidos.
É uma sala pequena, mal iluminada por velas espalhadas por uma meia dúzia de mesas quadradas, pequenas, com toalhas cor de sangue. Apenas uma está ocupada por um casal que no seu “tête-à-tête” romântico nem parece ter dado pela nossa entrada.
Sentamo-nos. Lemos a ementa que está sobre a mesa e perguntas-me o que quero. Aproximo a boca do teu ouvido e entro com a minha língua nele, toda. O empregado que entretanto se aproximou deve pensar que te estou a dizer em segredo o que vou querer comer. Suspiro para dentro do teu ouvido, molhado da minha língua. Arrepias-te com o fresco.
 “Escolhe por mim”, dizes enquanto olhas o empregado com um ar coquette.
Esperas que eu decida, enquanto chupas um dedo como costumas fazer com a minha tesão. Provocas-me com o teu ar gaiato, traquina. Mordes o lábio inferior, provocas-me com o olhar de quem já está molhadíssima e tu sabes que eu sei.
Peço. para ti espetadas mistas, para mim gambas com molho picante. Para ambos um tinto suave, “chambré”.
Sorris-me e começo a sentir, por baixo da mesa, os teus pés descalços que me acariciam. Encontras-me já duro. Abro o fecho permitindo que toques a minha pele. Roças os teus pés como se fosse a tua boca. Envolves-me com eles. Percorres-me e sinto-me crescer ainda mais.
Os meus olhos fixam o teu olhar de tesão, sem a noção de que o teu olhar te pode denunciar perante os vizinhos da outra mesa.
Continuas no teu ritual de provocação.
Chegam os pratos.
Olho para ti enquanto como uma gamba.
Enquanto sinto por baixo da mesa as carícias dos teus pés, apetece-me excitar-te. Lambo a gamba com os movimentos que tu conheces bem. Provoco-te. Trinco-a. Suavemente como costumo fazer ao teu clítoris. Estás com um ar endiabrado.
Sentes os meus pés a mexerem-te por baixo da mesa. Sobem as tuas pernas, escorregam pelas tuas coxas acima. Dizes baixinho com uma voz trémula “essa gamba deu-me uma tusa fenomenal”. Sei que se continuo o jogo por baixo da mesa te vens. Afastas as coxas. Eu começo uma segunda gamba e os dedos do meu pé começam a lamber-te e a entrar em ti, como sempre disponível, sem nada por baixo da saia, enquanto faço um minete à gamba.
Percebo que tentas distrair-te. Estás quase a vir-te e tens noção de que não estás sozinha na sala.
Começas a comer agarrando a espetada nas pontinhas. A tua língua começa a lamber o molho com os movimentos que bem conheço. Trincas um pedacito, suavemente continuas com um broche à espetada e os teus pés a percorrer o meu pau em fogo.
 “Se te tocasse com a minha boca vinhas-te já”, sussurras com o teu sorriso sempre matreiro.
A sala é escura, os outros estão entretidos no seu romance e tu, arrojadamente como é a tua maneira de ser, sais da cadeira e ajoelhas-te debaixo da mesa. Olho a toda a volta. Ninguém repara em nós. O empregado não está na sala.
Brincas com a minha glande contornando-a com a língua, envolves-me completamente na tua boca, movimentas-te abaixo e a cima. Não aguento mais e recebes o meu vir contido há tanto tempo. Sinto as incontidas golfadas que saiem ritmadamente de mim e que vais engolindo.
Paras. Voltas para o teu lugar.
Dizes baixinho “queria ter visto a tua cara enquanto te vinhas à frente das outras pessoas”.
Ainda tenho os olhos fechados.
Sinto os teus lábios pedirem-me um beijo. Cheiras a mim, sabes a mim. “É bom o teu esperma com molho picante, não é?” perguntas nesse teu eterno sussurro maroto.
Continuamos a provocação com o jantar. Os meus pés brincam contigo. Esfregam-se quase frenéticos no teu clitóris.
Estás a passar-te. Percebo que te vais vir, o que me dá imenso gozo. É a minha vingança do que acabaste de me fazer.
É, conheço-te tão bem, não aguentas. Vens-te loucamente. Mordes os lábios para não gemeres. Fechas os olhos. Tremes. O rapaz da outra mesa olha-nos. Apercebe-se do que se passa.
Olhamo-nos divertidos e ao mesmo tempo com vontade de continuar, agora de os provocar a eles. Mas não precisamos. Demos-lhes segurança para também entrarem num crescendo de tesão.
Decidimos portarmo-nos bem até ao fim.
 “Adorei as tuas gambas” dizes já à porta do restaurante.
Cum...

quarta-feira, 10 de julho de 2013


"All of My Love"

Should I fall out of love, my fire in the light?
To chase a feather in the wind
Within the glow that weaves a cloak of delight
There moves a thread that has no end

For many hours and days that passes ever soon
The tides have caused the flame to dim
At last the arm is straight, the hand to the loom
Is this to end or just begin?

All of my love, all of my love
Oh all of my love to you now
All of my love, all of my love
Oh all of my love to you now

The cup is raised, the toast is made yet again
One voice is clear above the din
Proud Aryan one word, my will to sustain
For me, the cloth once more to spin

All of my love, all of my love
Oh all of my love to you now
All of my love, all of my love
Yeah all of my love to you child

Yours is the cloth, mine is the hand that sews time
His is the force that lies within
Ours is the fire, all the warmth we can find
He is a feather in the wind

All of my love, all of my love
Oh all of my love to you now

All of my love, oh love yes
All of my love to you now
All of my love, all of my love
All of my love, love

Sometimes, sometimes
Sometimes, sometimes
Oh yeah, it's all, all, all of my love
All of my love, all of my love to you now
All of my love, all of my love
All of my love, to, to you and you, and you and yeah

I get a bit lonely, just standing up
Just standing up
Just standing up lonely
Just I get a bit lonely
 
Led Zeppelin





LET'S SWIM TO THE MOON

 

Let's swim to the moon,
Let's climb through the tide
Penetrate the evenin' that the
City sleeps to hide
Let's swim out tonight, love
It's our turn to try
Parked beside the ocean
On our moonlight drive

Let's swim to the moon,
Let's climb through the tide
Surrender to the waiting worlds
That lap against our side

Nothin' left open
And no time to decide
We've stepped into a river
On our moonlight drive

Let's swim to the moon
Let's climb through the tide
You reach your hand to hold me
But I can't be your guide

Easy, I love you
As I watch you glide
Falling through wet forests
On our moonlight drive, baby
Moonlight drive

Come on, baby, gonna take a little ride
Down, down by the ocean side
Gonna get real close
Get real tight
Baby gonna drown tonight
Goin' down, down, down


James Douglas Morrison


segunda-feira, 1 de julho de 2013

A TI, LINDA MENINA QUE DIA-A-DIA ME TENS ENSINADO A NÃO TER MEDO DE POÇOS E GRUTAS!



Recordas-te?
Era ameno o Outono e dormias sob a frondosa copa da árvore enquanto as folhas douradas te iam cobrindo o corpo.
Contemplo-te... porque a natureza não se copia, contempla-se!
A medo vou retirando uma a uma as folhas que te acariciam.
Beijo-te a testa, afago-te os cabelos e encanto-me com o teu sorriso adormecido.
Abraço-te, percorro os teus lábios, primeiro com as pontas dos meus dedos, depois com os meus próprios lábios húmidos da sofreguidão que me apetece mas que controlo.
Um a um, calmamente, desaperto os botões da blusa que te cobre os seios que vou desnudando.
A minha mão sobe-te a saia, acaricia-te os seios, perde-se nas tuas tatuagens, rodopia o teu vente, percorre o interior das tuas coxas.
Agitas-te um bocadinho, mas no teu sonho os teus olhos permanecem fechados.
Os meus dedos sobem as tuas coxas, caiem na doce toca e transportam-me a um lugar fantástico povoado de sonhos.
Oiço-te um ligeiro gemido de surpresa e uma das tuas mãos segue agora a minha que percorre o tua toca povoada por estranhas sensações,quadros e livros.
BEBE-ME! Balbucio-te.
COME-ME! Sussurras-me no teu sonho.
Giro e regiro em espiral debaixo da terra ao teu encontro, caio, doce cair, terno.
Deixo-me levar pela loucura,
num mergulho infindável a mundos que não existem.
Mas?
Onde estou?
Escorrego e mergulhamos no lago que fomos criando. Lago, não de lágrimas mas de néctares.
Lago onde não existem regras, excepto a que me obriga a fazer de ti a minha loucura.
BEBE-ME, E BEBE-ME SEM DEMORAS, repetes enquanto arqueias as ancas num ritmado vai-e-vem.
Perco-me em ti, intrometo-me de um e do outro lado do teu espelho, de ti, fantasia!
Gemes mais alto, estremeces, entras em crise de identidade causada pelas constantes transformações que induzo no teu doce corpo onde sinto a chegada dos teus espasmos e tu as minhas pulsações descontroladas.
Fomos longe demais?
E agora?
Vem a loucura, minha, tua, e em ti desapareço lentamente, fixando apenas o teu sorriso.
Talvez esteja perpetuamente destinado a beber-te porque o Tempo parou às seis da tarde.
No teu gemido sussurrado em grito pintamos rosas brancas com tinta vermelha e rapidamente se instala o caos do nosso jogo.
Como no tempo em que vivias no mar, dançamos a Contradança das Lagostas.
Desde o início do misturar dos corpos, cresci, recomecei a crescer, não parei de crescer.
E agora?
Já não dá para parar o terno cavalgar em que devoro os teus flancos.
Reconfigurando a terna e calma entrada em violentas e repetitivas estocadas,
não, não posso parar agora... só continuar, continuar até doer.
Desfaço-me e refaço-me a cada movimento, a cada espasmo teu rebento em ti rebento-te a ti!
E o mundo vai desabando,
e... quando cairmos em uníssono atingindo o sussurro gritado em que nos desmontamos e remontamos,
transformar-te-ei e retransformar-me-ei, orgasmo teu, pulsar meu em ti num jorro infindável de mistura de néctares descontrolados.
E não, não tentes impedir-me, já cheguei aonde não tenho retorno
reencontro-me, reencontro-te.
Tremes, como tremes, Linda Menina!
És tão real mesmo no fundo desse poço onde me levaste a mergulhar contigo!
É sentir, sentir-me, sentir-te?
É vir, vires-te, vir-me!
É inundação de ti recontraída pelos teus espasmos, golfadas de mim correm ao ritmo dos teus gemidos misturados com os meus gritos sussurrados.
NÃO, NÃO, NÃO, AGORA NÃO PARES, não paro, não paramos, descansa.
Até que doa de insuportável prazer de mim em ti, de ti comigo no fundo do terno e voluptuoso poço onde docemente fomos mergulhando ao reencontro de um mundo que, espante-se, afinal existe como as tuas nádegas que aperto enquanto pedes mais e mais e mais... e tens, tens-me!
Tens-me até à bonança em que continuas a ter-me.
Preparo-te um chá, tiro do teu rosto folhas que caíram da copa frondosa da árvore.
E ficamos, em terno misturar de gostos e línguas, a sonhar o sonho em que nos construímos e reconstruímos, em que nos fizemos e desfizemos, em que nos amámos e amaremos...

Recordas-te?