THIS IS MY INTIMATE SPACE!!!

"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos"
Antoine de Saint-Exupéry

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Fechado para obras até 6 de Maio.

Beijos ternos e doces.


Cum to Me!
E mais para ti, Luxúria:

APENAS O JOGO #4

 
Percorro um trilho de beijos por todo o teu pescoço até ao peito. Perco-me nos teus mamilos enquanto te afago as nádegas.
Oiço o teu “Quero-Te” que me faz querer-Te desvairadamente.

Querer-te e ser endiabrado.

Brincar contigo, Luxúria. Mantenho-te os olhos vendados.

Vá, vamos brincar. Temos todo o tempo do mundo.

Deito-te nos lençóis amarrotados, manchados aqui e ali pelos nossos líquidos vertidos pela nossa tesão.

Ajoelho-me ao teu lado. Deixo correr um fiozinho de mel sobre o teu ventre. Faço desenhos com ele. Tu tremes. Ouves a música. Uma gotinha em cada mamilo. Beijo-te os mamilos demoradamente, um de cada vez. Sugo-os. Depois espalho o fio de mel que tens no teu corpo com a ponta dos meus dedos. Faço desenhos. Desço agora. Entre os teus seios, até ao teu umbigo, encho-te o umbigo, desço, entre as tuas coxas. Vou espalhando o mel pelo teu corpo. Sentes a brisa? Deito-me sobre ti. Ouves a música? Os nossos corpos estão colados com mel. Beijo-te. As nossas línguas insinuam-se, contorcem-se na boca do outro. Abraço-te deitado sobre ti, as minhas pernas entre as tuas pernas. Estou duro. Ameaço entrar. Faço um jogo de ancas, entro um bocadinho, saio, entro poucochinho, muito suavemente. Páro. Fico quietinho um bocadinho dentro de ti. Arqueias o corpo que dessa forma pede mais, mais fundo. Eu permaneço quieto. Abraças-me com as pernas. Agora entro mais, mais fundo como o teu corpo pede. Fico quieto. Tu danças debaixo de mim. Eu controlo. Contenho-me. Não te preocupes. Eu controlo. Entro mais um bocadinho. Mais. Mais. Tudo. Entro tudo. Fico quieto. Demoradamente quieto. Tu mexes-te, danças ao som da música. Eu começo a sair devagarinho. Fazes força com as pernas sobre as minhas nádegas para me prender, mas eu vou saindo, saindo sempre. Agora entro de novo. Agora saio. Já não estou dentro de ti. A minha cabeça desce ao longo do teu corpo, fica de novo entre as tuas coxas onde bebo o teu néctar misturado com o mel. Seguras-me a cabeça, firme. Os teus dedos enredam-se nos meus cabelos. Mas não faço tenções de parar. Vou querer que te venhas na minha boca, vou querer beber tudo o que tenhas para me dar. Mas a minha língua é suave, doce. Sinto que começas a vir-te, ao longe. Cresce o teu orgasmo. Eu não páro, está descansada. Se deixar que, com o teu orgasmo a tua tesão diminua, excitar-te-ei de novo. Não te preocupes, temos todo o tempo do mundo, ainda agora começámos. Descontrai. Vem-te, vem-te tudo. Vem-te para mim, Amor. Gritas, praguejas, invocas duendes e fadas. Saltas, arqueias as ancas, bamboleias as nádegas. Que volúpia. Que sensualidade. Que gosto. Já te estás a vir há um bocado. Continuas a segurar-me a cabeça e a minha língua continua a brincar dentro de ti. Cada vez mais devagarinho. Cada vez mais suave. Cada vez mais lenta. Estás cansada. A minha língua pára finalmente. Subo o teu corpo outra vez. As nossas bocas partilham os teus sabores. Segredo-te, “ainda estamos no início”. Tu ainda tremes um bocadinho. Acendes um cigarro e eu tenho a cabeça deitada no teu ombro. Partilhas o cigarro comigo.
Tenho sede.
Enches a tua boca de água gelada e dás-me à boca.
Eu bebo. Pegas no lenço de seda e vendas-me os olhos. Viras-me. Estou deitado, virado para cima, quieto, muito quieto, de olhos vendados. Sinto a música, sinto a brisa, sinto a tua respiração. Segredas-me ”ainda agora começámos”. Deixo-me ficar quieto. Oiço-te dizer, “agora controlo eu”. Estou quieto. Oiço a música, sinto a brisa, sinto a tua respiração.
Sinto a tua respiração ainda ofegante no meu ouvido.
Sinto-te ainda a tremer de delírio. Sinto as tuas palavras.
Vendáste-me os olhos. Intensifica os outros sentidos. Queres que me concentre no tacto.
Dizes “ouve a música, sente a brisa a acariciar-te, sente-me”.
Sinto a tua húmida intimidade roçar no meu corpo.
Massajas-te em mim. Encharcas-me o corpo com a tua volúpia que ondula escancarada no meu corpo. A seguir, de joelhos sobre a minha cabeça, dás-me a saborear a tua quente doçura que já me espalhaste pelo corpo.
Tento agarrar-te, sôfrego de ti. Não deixas. Queres brincar. Repetes “ainda agora comecei”.
A tu língua desliza ao encontro do meu membro. Deliro. Estremeço.
Mordes-me suavemente como uma carícia.
A tua língua não pára de me enlouquecer. Segredas-me “sabes a sensualidade, cheiras a loucura”.
Roças-te com mais vigor. Estás a descontrolar-te.
“Controla-te miúda”, digo-te.
Tentas. Puxas de outro cigarro…absorves profundamente.
Rodas a minha cabeça ao encontro dos teus lábios e invades a minha boca, partilhas o sabor.
Os cheiros são tantos que nos embriagam. Sentes?
Mais calma, dizes “não te mexas, deixa-me amar-te, sente-me, ouve a música. sente a brisa, ainda agora comecei”.
 
 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Mais para ti, minha Luxúria, que queres descobrir... que apenas estamos a começar.
Com todo o carinho do mundo.



APENAS O JOGO #3




Calma, amor, calma! Se continuas nessa dança frenética sou eu que expludo dentro de ti.
Obedeces, acalmas. Controlo-me melhor. Coloco os braços por baixo das tuas axilas, seguro-te os ombros com firmeza. Elevas as ancas na avidez de me possuires, como que a exigires que entre profundamente em ti. Cumpro o teu desejo. Entro, tudo. Fico quieto, bem no fundo de ti. A minha língua enche-te a boca, o meu membro preenche-te o corpo. Passamos uns momentos imóveis retardando o que seria inevitável ao mais pequeno movimento. Depois, muito lentamente, inicío suaves e lentos avanços e recuos. Quando avanço, devagar, terno, as tuas ancas erguem-se ao meu encontro. Depois quando recuo, também devagar, descontrais o corpo. Nunca saio tudo. Poucochinho, apenas o suficiente para sentires os movimentos. Estás mais calma, controlas comigo. Entraste no jogo do controlo. Lento, doce, voluptuoso.
Por vezes, quando sinto que não vou conseguir reter mais, páro, quieto, bem no fundo de ti. Colaboras, sinto os teus espasmos que não consegues evitar mas sim, colaboras, ficas quietinha. Portas-te bem, linda Luxúria! Depois recomeçamos. Acelero um bocadinho e gemes. Retraio-me, retenho-me.
Agora altero a forma de te excitar. Passo a movimentar-me, mas sem ir ao fundo de ti, apenas entro e saio ritmadamente na antecâmara do teu corpo, na passagem estreita onde controlas melhor os músculos, onde consegues apertar mais. Contrais os músculos como que tentando impedir a entrada e eu forço, voltas a contraí-los como se me quisesses prender dentro de ti, e eu volto a forçar. É um jogo delicioso, uma dança avassaladora e ritmada que conseguimos manter por algum tempo.  
Deixamos acelerar o ritmo e começas a tremer e a abanar a cabeça ao mesmo ritmo.
Tento distrair-te sem alterar minimamente os movimentos. Encosto os lábios ao teu ouvido e rouca, a minha voz tenta embalar-te “hey, my love, do
you feel the breeze? Do you feel the music? Do you hear the wind blowing around the trees? Go, my love, forget the world, forget your body, forget yourself, forget me, fly with the melody”.

As minhas palavras surtem efeito. Deixas de tremer e a tua boca procura a minha. A música é suave, envolvente num ritmo que se mantém lento mas que, por vezes acelera. Tento acompanhar esse ritmo com o meu corpo, quero que entres nele.
Agora, com as minhas mãos, prendo-te as tuas acima da cabeça.
Continuo ao ritmo da música e a tua respiração é menos ofegante.
Mas por pouco tempo. Os teus gemidos tornam-se mais intensos, sinto que te aproximas vertiginosamente do orgasmo. Já andas lá muito perto. Continuo sereno, a controlar-me e não páro. Quero-te ainda mais perto. Quero-te no limiar, quero-te no quase quase quase, num quase que se confunde com um frenético “estou-me a vir” que começas a balbuciar. Domino-te, minha Luxúria, meu amor. A música ganha ritmo e, com ela, eu. Mas controlo a situação e mantenho o domínio sobre ti. Já não me calo, apenas procuro as palavras que te distraem. No meu ritmo consigo controlar-me. Agora já vou conseguir por muito mais tempo. E continuo. O teu corpo, numa tontura alucinante, descreve círculos em torno dum orgasmo que se instalou e se mantém, é um orgasmo “steady state”. Estás a vir-te e vou prolongando essa tua sensação. Procuro conseguir que te continues a vir assim por muito tempo. Sempre num único orgasmo, num mesmo orgasmo.
Só tenho que me mover dentro de ti, ora baixando o ritmo, ora aumentando-o quando o teu frenesim se torna mais violento.
Mas quando o ritmo diminui pareces repousar um pouco. Gemes mais baixinho.
Aumento de novo, gritas “venho-me! rebento! pára!”, respondo, “espera, vá, mais um bocadinho”. Tenho as tuas unhas cravadas nas minhas costas, enquanto o teu frenesim continua. Digo-te “linda menina!”, mas também eu sinto que estou no limite, que vou perder toda a serenidade.
Entro e saio mais três ou quatro vezes e páro bem no fundo de ti. Sinto que ao mínimo movimento jorrarei dentro de ti e digo-te “agora quietinha, muito quietinha”.
Deixo-me ficar assim por uns instantes e depois começo a sair de ti muito devagarinho, porque apenas o roçar pelo teu interior aveludado, húmido e quente me aproxima vertiginosamente dum rebentar infinito, descontrolado.
Aguentei. Já estou fora de ti. Deixo as tuas mãos livres e rouco digo-te de novo “linda menina”.
Os teus dedos entrelaçam-se nos meus cabelos, as tuas mãos agarram-me a cabeça e empurram-na para entre as tuas coxas. És louca, insaciável. Sei o que queres, meu amor, minha Luxúria. Obedeço, acaricio de novo o teu clitóris com a minha língua enquanto te ergo as nádegas com as mãos.
O ritmo é de novo lento. Prolongar, prolongar, prolongar.
Páro. Queres jogar? Vamos a isso!
Viro-te de barriga para baixo. Agora a minha língua percorre as tuas nádegas, intromete-se entre elas, entra, inicia um vai e vem lascivo como se fosse o meu membro. Gemes de prazer.
Tens os braços estendidos ao longo do corpo e, no momento em que ergues o traseiro ao encontro da voluptuosidade da minha língua, pego-te nas mãos e convido-te a masturbares-te aproximando-as do espaço encharcado entre as tuas coxas.
 “Vá, devagarinho minha Luxúria, devagarinho”. Danças de novo. Tremes, gemes. Apercebo-me de que te vais perder de novo. Não deixo. Seguro-te os braços, afasto-os do teu corpo, a minha língua continua a movimentar-se.
Ergues mais e mais as tuas ancas, de tal modo que já “estás a quatro” como dizia o Jorge Amado na “Tieta do Agreste”.
Sim, meu amor, sei o que queres, mas ainda não.
Aproveito a tua posição, rodo o meu corpo cento e oitenta graus e intrometo-me debaixo de ti. Agora a minha boca ocupa-se de novo do teu clitóris e a tua boca começa acariciar-me o membro duro. Entra e sai na tua boca, a tua língua afaga-o em movimentos para cima e para baixo enquanto a minha língua te acaricia e as minhas mãos te apertam as nádegas.
Volto a repetir “devagar, Luxúria, vá, estamos a começar, é para durar, prolongar”. O teu ritmo torna-se mais lento como o meu.
Mesmo debaixo de ti quero dominar-te, controlar-te controlando-me.
Mas estou exausto, relaxo. Deixo cair a cabeça e sais de cima de mim.
Estás agora ajoelhada. Pronto. Entendo, queres inverter os papeis, ser tu a dominar, a controlar. Vou deixar. Fico quieto.
As tuas mãos acariciam-me o membro. Agora pareces ser tu que estás serena, controlada, a controlar a situação. Um cheiro intenso à nossa volúpia invade o espaço em que nos encontramos.
Fico deitado de costas, acendes um cigarro que me pões nos lábios. Pareces muito atenta e compenetrada. Tiras a venda dos teus olhos e vendas-me os meus. Falas-me baixinho, começas a contar-me um conto de duendes e fadas. Sinto que queres controlar detectando todos os indício pelo que observas do meu comportamento. Sinto que, enquanto continuas docemente a tua narração e me vais, docemente, acariciando o membro encharcado de ti, te esforças por perceber quando me estou quase a vir e, quando o percebes, quando descobres que está mesmo quase, páras, apertas com força e ficas muito muito muito quietinha. Apertas como se quisesses "fechar a torneira" e não deixar sair absolutamente nada. Quietinha. Só deixas de apertar, e muito lentamente senão "rebento", quando sentes que voltei a relaxar e a descontrair.
Depois as tuas mãos continuam as carícias que quase me enlouquecem. Não deixas de continuar a tua história “havia um príncipe...”. Páras, apertas de novo, sentes que acalmo um bocadinho, que relaxo e recomeças. Recomeças devagar, suavemente, e tornas-te mais frenética à medida que o tempo passa.

Fazes tão bem. És tão sábia. Com o meu membro no estado de tesão em que mo puseste não brincas para cima e para baixo, ritmadamente, como os putos quando se masturbam. Fazes tropelias sem ritmos repetitivos. Tropelias avassaladoras, deliciosas. És uma dádiva, minha Luxúria.

Sinto-te sorrir. Dizes num tom gaiato e maroto “vá, tem calma, ainda agora começámos”. E estás muito atenta porque sabes que vou subir de novo e que chegará um momento que terás que saber detectar, em que me estarei quase a vir de novo.
Sinto que não dá mais, que o momento chegou, que vou explodir! Mas tu sussurras “calma, amor” e voltas a parar e a apertar com força e a tentar perceber quando podes recomeçar... e prolongas, prolongas, prolongas uma tortura delirante quase insuportável para mim. Tremo, gemo, quase grito, chamo-te “Luxúria, amor” até que sentes de novo que chegou o tal momento em que
"rebentarias" comigo se não parasses. Páras, não deixas que me venha. Repetes “calma, amor, estamos a começar”.
 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Para ti que queres descobrir... Tudo, para ti que não te negas a nada, para ti, Luxúria, para a luxúria que se aconchega dentro do teu corpo, da tua alma.
Com todo o carinho do mundo.


APENAS O JOGO #2




Todo o teu corpo se sente invadido pela música, pela brisa que o arrefece ternamente. Os meus dedos continuam a brincar entre as tuas coxas. Espalham o teu líquido pelo seu interior, sobem, penetram-te lentamente, controladamente iniciam suaves movimentos dentro de ti. Devagarinho rodopiam, mexem-se, entram, saiem. O teu gemido mistura-se com a música, o teu corpo contorce-se. Lentamente vou tornando os meus movimentos um pouco mais rápidos, as tuas pernas tremem como num espasmo incontrolável.
As tuas ancas arqueiam ao ritmo dos meus dedos.
Torno-me de novo mais lento.
Tem calma, amor, vá, tenta descontrair. Calma.
És minha. Domino-te. Serás o que eu quiser mas não deixarei de ser o que te apetecer imaginar por trás da venda que te envolve os olhos. Quero ser toda a tua sensualidade porque queres ser o que eu quero que sejas da mesma forma que eu quero ser o que tu quiseres.
Segredo-te “amo-te Luxúria, minha Luxúria”.
Respondes quase em segredo “agora sou tua, toda tua e quero esquecer quem sou, sente o meu cheiro, serei o que te apetecer”.
Continuas a sentir a música que te faz estremecer ao seu ritmo. O calor no teu corpo, a brisa que o refresca. Sentes-te dormente, sem vontade de reagir.
Sentes os meus dedos que abandonaram o teu interior e se deixaram ficar a acariciar o teu clitóris. Sentes como veludo na tua pele...provocam-te. Queres sentir com mais intensidade. As tuas ancas parecem ter vontade própria. Querem ondular ao encontro da minha suavidade.
Sentes-te sensual....excitada...
Acaricias os teus lábios como se fosse eu.
Os teus movimentos são lentos como as minhas carícias. Lentamente mexes-te ao encontro dos meus dedos. Anseias por mais.
A tua respiração torna-se mais rápida.
Invado-te.
Invado os teus sonhos, o teu corpo. Sentes-me. Balbucias um quase inaudível “amo-te”.
Amas-me nos teus sonhos. Pertenço aos teus sonhos.
Pedes “quero o teu cheiro”. Respondo “tê-lo-às quando chegar o momento, mas calma, quem decide sou eu”.
Permaneces quieta enquanto passeio pelo teu clitóris entumescido, encharcado, duro.
Voltas a falar “quero a tua pele, deixa-me tocar-te”.
 “Não, ainda não, espera”.
Os meus dedos abandonam o teu clitóris, volto a acariciá-lo demoradamente com a língua e tremes, gemes.
A minha língua, numa escalada lenta, sobe pelo teu corpo. Percorre o teu ventre, circula os teus mamilos. Tocas por instantes o meu cabelo enquanto navego pelos teus seios. Estremeces ao meu toque. Acaricio o teu pescoço.
Sentes-me perto, consegues cheirar-me. A tua boca procura a minha mas não deixo que os teus lábios a toquem.
Apenas quero espalhar volúpia, segredo-te “amo-te, minha Luxúria”.
Estou deitado sobre o teu corpo, a minha respiração no teu pescoço. Calor delicioso no teu ventre. A minha respiração na tua pele provoca-te arrepios.
Afastas as coxas, sentes o meu membro duro aflorar a tua entrada. Gemes, ergues as ancas e acompanho o teu movimento recuando, não aflorando mais que a tua entrada húmida.
“Calma, minha Luxúria, calma, controla-te meu amor…” embora no meu íntimo eu vibre com o teu descontrole.
Queres desesperadamente dar-me o que te estou a dar. Não te deixo… prendo-te os braços acima da tua cabeça e brinco com a tua excitação.
Sentes um calor quase insustentável no interior das tuas coxas… o meu membro ali encostado acende-o cada vez mais.
A pele dói-te….dói de prazer e tu queres mais…até à loucura…
Queres amar-me e ficar com o meu sabor na tua boca.
Excito-te…
Queres-me em ti…
Agora passeio a língua pelos teus lábios, entreabres os lábios húmidos da minha língua e do teu sabor.
As minhas mãos deslizam pela tua cabeça...puxo-ta para trás, solto a barreira da loucura de sentires.
Ouves o meu gemido leve e rouco quando, finalmente, ameaço forçar a entrada.
Não aguentas mais...sentes que algo está a acontecer...algo que nunca aconteceu...
E acontece. Entro. Ultrapasso o início apertado do teu interior. Fico quieto nesse início.
Sinto esse teu recanto quente e tremente de amor.
“Não pares... quero-te muito”, segredas-me.
Queres a minha suavidade e, ao mesmo tempo, a doce tortura do não querer.
Queres que me controle e queres o delírio de não te controlares.
Queres que te leve ao limite e te acompanhe nele.
Entro mais, duro, duríssimo. Agora sou eu que tenho que ter um imenso controlo para não entrar numa explosão, para não jorrar dentro de ti tudo o que tenho vindo a acumular neste jogo de controlo e domínio sobre a tua volúpia, minha Luxúria.
Movimento-me, controlo-me, retenho, continuo. O teu corpo é um estertor de espasmos, danças descontrolada debaixo de mim mas eu continuo a controlar, continuarei. Não me vou vir ainda.
Junto ao teu ouvido os meus lábios segredam calmamente “ainda agora começámos, meu amor”.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

APENAS O JOGO #1

Não me interessa o que fazes, mas apenas o que imaginas fazer.
Não me interessa o que sentes, mas apenas o que imaginas sentir.
Para já, gosto dos teus olhos. São tão lindos como os peixes tropicais que nadam no meu aquário.
Para já quero os teus olhos.
Quero que mos dês.
Quero que os feches. Quero que esqueças tudo, que esqueças o teu nome, que esqueças o teu mundo.
Aqui, agora, és minha. Serás o que me apetecer.
Ouves ao longe a música suave que te invade o corpo.
A brisa entra fresca pela janela aberta, o teu corpo descontraído.
Um exercício de descontração.
Vamos por partes. o pé esquerdo, a perna até ao joelho, agora a coxa.
Lado direito. Pé, perna, joelho, coxa.
Nas pernas apenas sentes a aragem fresca que entra pela janela.
A música, suave, continua.
Os meus dedos passeiam, leves, primeiro pelos teus pés, depois pernas.
Não te mexes. A tua respiração é pausada. Suave como os meus dedos que parecem penas a percorrer as tuas coxas. És minha. És o que eu quiser. Olhos fechados. Esqueceste tudo. Esqueceste o teu nome. Esqueceste o mundo.
Apenas a aragem. Apenas a música. Apenas os meus dedos.
Correm suaves o interior das tuas coxas. Lentos. Muito lentos.
Vá, respira. Suave. Devagarinho. O quarto está escuro. Apenas uma nesga de luz por entre as cortinas. O som do carro que passa na rua. A música.
Vá, deixa-te estar. És minha. Serás o que eu quiser...
Agora a minha sensualidade é tua. A tua é minha.
Quieta. A música. A brisa. Vá. Vais descontrair o ventre. Vá. Minha. Música. Brisa. Dedos. Nesga de luz. Quieta. Respira...
Calma... deixa-te estar. Vendo-te os olhos com um lenço de seda preto.
Agora tens que saber quem sou. Tens que saber com quem estás a jogar.
Sou o que quer jogar contigo este jogo. Os teus olhos estão vendados. O teu corpo treme, mas tem calma. Podes acalmar esse jogo de ancas. Ainda é cedo, muito cedo. Daqui a pouco vais precisar muito dele, mas agora ainda é cedo.
Sou, lembras-te, aquele por quem passaste no outro dia na rua e te sorriu. Lembras-te?
Sou o de quem tu és. Toda. Com quem tu queres jogar. Sou teu. Todo.
Os meus dedos tocam-te os lábios. Ao de leve.
Sou o que encontras à noite, nos primeiros segundos depois de adormeceres, e te beija.
Sim, sou o que, segundos antes de acordares, ao amanhecer, está deitado sobre ti, a respiração no teu pescoço, as mãos por baixo dos teus braços a pressionarem os teus ombros.
Suave, sempre suave.
Gemo aos teus ouvidos e tu aos meus.
Sou o teu cheiro e tu és o meu.
Sou a respiração que percorre o teu corpo enquanto dormes, milímetro a milímetro. Póro a póro.
Sou o que te apetece quando tu és o que me apetece. Quando adormeces, antes de acordares. Fora do sonho, fora da noite, nunca saberás quem sou, nunca me verás, nunca me encontrarás. Dentro do sonho, dentro da noite, sou o que te apetecer imaginar. Eu imagino-te. Sou toda a tua sensualidade. Tu és a minha.
É o nosso jogo que apenas começa. Calma. Agora já sabes quem sou.
O jogo começou. Depois, mais tarde, passarei pelo teu ventre.
Por agora ficam as apresentações. Não sabes quem sou, não sei quem tu és, mas queres ser o que eu quero que sejas da mesma forma que eu quero ser o que tu quiseres. E queres-me, desesperadamente como eu te quero. Calma. Devagarinho.
Por agora só mais uma palavra. Só uma. Tu, na minha imaginação ao adormecer e antes de acordar. Tu, amo-te! Amas-me!
Passarei pelo teu ventre. Ouve a música, sente a brisa, a ponta dos meus dedos de veludo tocam de passagem os teus lábios. Gosto do teu cheiro!
O teu corpo está húmido. Gotículas microscópicas de suor cobrem-te. Essa humidade faz-te sentir com mais volúpia a brisa que entra pela janela entreaberta.
Um tremor precorre todo o teu corpo. Um espasmo, quase uma convulsão. Soltas um gemido baixinho, mordes o lábio inferior, abanas repetidamente a cabeça para os lados. As tuas ancas dançam num vai-e-vem ritmado. Estás a perder o controlo.
Ajoelho-me entre as tuas coxas, seguro-te firmementa a cintura com as minhas mãos grandes, os polegares unem-se sobre o teu umbigo. Calma, tem calma. Vá. Descontrai. Escuta, escuta a música. Vá, descontrai. Ainda estamos no início.
Progressivamente sinto que descontrais. Sinto a calma voltar ao teu corpo. Sorris com os olhos tapados pela venda.
Sinto o teu corpo de novo descontraído. Lentamente, muito lentamente, deixo de te apertar a cintura. Primeiro toco ao de leve os teus seios. Detenho-me um pouco a acariciar-tos. Depois recuo. Os meus dedos voltam a brincar à volta do teu umbigo. Os meus lábios afloram os teus pés. Suavemente a minha língua sobe lentamente, muito lentamente pelas tuas pernas, pelo interior das tuas coxas. É tão bom o salgado da tua transpiração.
Estás de novo descontraída. Ouves a música, serena.
À medida que a minha boca sobe sinto cada vez mais o teu cheiro voluptuoso. Inebria-me. Embebeda-me. Agora sou eu que tenho que forçar o meu controlo. E forço. Quase rebento. Controlo-me. Os meus braços esticados envolvem o teu corpo. Os meus dedos brincam no teu ventre.
Calma, agora calma para ti e calma para mim. Esforço-me por ouvir a música e prolongar a invasão do teu corpo. Ainda falta. Ainda estamos a começar. Tu manténs-te agora serena. Estremeço. Agora és tu que dizes, controla-te, amo-te.
E eu amo-te também... amo-te tanto!!!
Controlo-me. Continuo a ouvir a música ao longe, muito ao longe como se fosse noutro planeta. Ergues os joelhos, afastados. Sinto os teus dedos nos meus cabelos. As tuas mãos puxam a minha cabeça agora mergulhada entre as tuas coxas. A minha língua acaricia-te suavemente. Bebo-te e enebrio-me com os teus sabores. As tuas mãos seguram firmemente a minha cabeça. As tuas coxas apertam a minha cabeça. Bebo-te, bebo-te, bebo-te, acaricio-te com a língua enquanto as minhas mãos se perdem nas tuas nádegas. E a minha língua segue para o teu ventre. Estou louco com o teu cheiro doce.
Tenho a cabeça caída no teu estômago. Tremo. Tento descontrair. Tento ouvir a música já tão longe. Tenho os teus seios nas minhas mão. Estou quieto. Tento ser uma estátua. Sinto o teu coração bater. Aperto os teus seios. Toco-lhes com os lábios. A minha língua acaricia agora os teus mamilos. As minhas mãos descem de novo às tuas nádegas. Tremo. A música confunde-me. Quero entrar em ti. Contenho-me. As tuas ancas dançam de novo. Contenho-me. Contens-te. Acaricio-te as nádegas. Acaricio-te os seios com a minha boca. Suavemente. Estão duros os teus seios. A aragem refresca-nos. Sinto agora as tuas mãos nas minhas costas. Sinto as tuas unhas que me acariciam. Contenho-me. Tento estar quieto. A minha língua começa a correr o teu pescoço. Os nossos corpos estão encharcados.
Peço-te. Descontrai. Estendo o braço esquerdo. Tiro um cigarro do maço e ponho-o na tua boca. Acendo-to enquanto a minha língua percorre de novo os teus seios. Vá, descontrai, fuma... ainda estamos no início. Fico quieto enquanto fumas. Passas o cigarro para a minha boca. Passo a minha boca para a tua boca. Sinto a tua língua quente. Sentes o sabor do teu néctar na minha língua. Apagas o cigarro. Sorris. Ouves a música. Descontrais. Ponho a mão em concha entre as tuas coxas. Sinto a tua mão entre as minhas coxas. Amo-te. Estamos no princípio. Queremos fazer durar. Eternizar. Oiço de novo a música. Tu também.
Sentimos a brisa. Apertas-me e deixas-te ficar a apertar-me. Os meus dedos brincam entre as tuas coxas. Devagarinho. Muito devagarinho. Suavemente. Docemente. Sente a música. Sente a brisa...


terça-feira, 16 de abril de 2013

LINDA MENINA !!!

A casita isolada na floresta é verdadeiramente modesta.
Uma porta, uma janela, apenas uma sala.
A sala é acolhedora. Lá fora o frio é imenso mas a lareira crepitante cria um ambiente doce e agradável. Ouve-se o vento que agita as copas das árvores e o granizo bater forte na vidraça.
Somos iluminados apenas pelo fogo e essa simples iluminação permite-nos as trocas-de-olhos e os sorrisos cúmplices.
Sentados frente-a-frente no tapete, à distância do toque e da carícia, apenas nos olhamos. A música corre suave ao fundo da sala.
Nós mantemos o silêncio. Levanto a mão, entrelaço os meus dedos nos teus cabelos, afago-te a nuca, lentamente aproximo os teus lábios dos meus. Primeiro uma ameaça, depois um toque suave. Prolongo esse jogo até sentir que o teu desejo vai mais longe. Intrometo então a minha língua entre os teus lábios e sinto que queres. Continuamos e agora és tu que me envolves com os teus braços enquanto revolves a minha boca com a tua língua doce e macia. Vou apalpando terreno, esforçando-me por sentir qual o teu próximo desejo. Quero construir cada um dos meus passos ao sabor dos teus desejos. Quero servir-te.
Dispo-te a camisola… porque quem te despe sou eu.
Deitas-te no tapete, acaricio-te os seios, beijo-te os mamilos, gemes, arqueias ritmadamente as ancas.
Vou continuar a despir-te enquanto percorro o teu ventre com as pontas dos meus dedos como se fossem as patinhas de uma aranha a passear por ti.
Ergues as nádegas do chão, como que a pedir-me que acabe de te despir. Tiro-te a saia, tiro-te as cuequinhas vermelhas… porque quem te despe sou eu.
Estás agora nua e o granizo continua a sua batida violenta nos vidros da janela.
Estás à minha mercê. Acaricio-te agora os pés, subo pelas pernas, detenho-me no interior das tuas coxas, toco-te ao de leve na vagina e sinto o cheiro inebriante e a humidade do líquido que escorre de ti. Mas foi só um toque. Entendo o que queres mas quero que queiras mais, que queiras até que não teres se torne insuportável.
Temos todo o tempo do mundo.
- Descontrai o corpo, deixa-te ficar quieta, não te mexas, ouve o vento, ouve o granizo, ouve a música.
Prolongo as carícias, não te toco onde queres que te toque. Do interior das tuas coxas as minhas mãos passam para o teu ventre, brincam à volta do teu umbigo, acariciam-te os seios, desenho círculos em torno dos teus mamilos.
Afastas as pernas. Ofereces-te, continuas muda, mas é como se pedisses. Ainda não. Terás que suplicar, exigir.
Estás cheia de vontade que eu vá mais além, mas olha, aguenta, Ainda não chegou a altura.
Eu estou sereno, excitado mas controlado, estou a tratar de ti, estás à minha mercê. Eu controlo tudo. Não precisas de te preocupar com nada.
Só quando me apercebo que já não aguentas é que entro em crescendo, que torno os meus toques mais dirigidos para onde os queres sentir. Mas são apenas “toques”, não são “esfregas”. São toques delicados. Passo um dedo pela tua vagina encharcada, acaricio-te o clitóris, desço de novo, de novo passo pela vagina, desço mais e tu afastas mais as coxas, bamboleias as ancas, o meu dedo húmido brinca entre as tuas nádegas, abres-te ainda mais, intrometo-me, sinto o teu prazer no teu gemido.
Progressivamente, vou-me centrando mais na tua vagina e no teu clitoris.
Sinto-te desesperar. É o momento em que tenho que avançar porque sinto que as minhas insinuações se começam a tornar insuportáveis para ti.
Claro que terei que perceber como devo fazer e aonde é que te está a agradar mais. Poderão ser os meus dedos a esfregar-te o clitóris, a penetrar-te a vagina, a acariciar-te entre a vagina e o ânus, o próprio ânus, poderá ser a minha língua, posso penetrar-te com o membro, enfim, tenho que ir apalpando terreno, tentando compreender o que te faz vibrar mais, insistindo mais nisso e menos no resto e, enquanto o tempo decorre, acabo por te brindar com tudo isso. Percebo que desejas que concentre a minha língua no teu clitóris e é o que faço. O teu prazer continua a subir até que há um momento em que atinges o orgasmo. Julgas tu, mas não. Julgavas que aquilo era um orgasmo?
Vai continuar sempre a depender de mim. Vens-te (ou julgas que te vens) e gritas “pára” (porque tens a sensação de que não vais aguentar mais).
Mas olha, garanto-te que ainda só estás a começar a vir-te e já estás a entrar em desespero. Se eu acreditasse nisso poderia parar e a tua linha de prazer cairia rapidamente.
Não, não páro.
Obviamente não continuando frenético porque não aguentarias e "rebentavas", mas torno-me mais lento, mais suave e não deixo o teu prazer, a tua volúpia descer mais do que uns “milímetros”. Quero-te em "steady state", domino-te.
Acalmas-te um bocadinho, mas continuas no teu quase-orgasmo (que antes julgavas que era orgasmo-total), agora mais suave, mas já sentes que consegues aguentar esse estado por mais tempo.
Sentes-te bem e já não desesperas. Penso agora que terei que saber detectar o momento em que estás, ainda em quase-orgasmo, mas já preparada para eu voltar a ser mais frenético.
Então volto a sê-lo. Sobes os “milímetros” que desceste e voltas a gritar “pára”, a sentir que não vais aguentar, que vais "rebentar".
E é óbvio que não páro, apenas volto à suavidade que te mantém estável e muito perto do ponto máximo, mas que te permite relaxar um bocadinho e que me permite continuar, repetir vezes sem conta. Manter-te o "steady state".
E vou prolongando a tua quase-tortura, longamente, até ao momento em que decido (porque sinto que tem mesmo que ser) que chegou a altura de te levar à loucura, ao tal ponto em que não aguentas mesmo mais. Penetro-te com os meus dedos que entram e saiem de dentro de ti enquanto, freneticamente a minha língua se envolve no teu clitóris. Gritas, "rebentas", mas mesmo assim não páro de repente. A tua descida deve ser suave e não abrupta. Torno-me mais lento, mais suave e vais descendo devagarinho, muito devagarinho enquanto a chuva vai acalmando contigo e o silêncio se instala progressivamente. Já só se ouve o crepitar do lume.
Agora estás mais calma. Deito-me ao teu lado, envolvo-te num abraço, beijo-te, fico à espera que extenuada mergulhes num sono profundo. Deixar-te-ei dormir, mas ficarei o resto da noite a envolver-te com os meus braços, com o meu corpo colado ao teu.
Apenas te segredo antes de caires no teu sono de anjo, “linda menina!”

Por vezes há melodias  que nos enchem a cabeça ao acordar.
Acordei com esta que partilho!





ESTÁ PROHIBIDO

Un público fantasma me acusaba, en silencio,
por mirarte a los ojos y quererte en secreto.
Yo corría hacia con los brazos abiertos,
no podía alcanzarte como en algunos sueños.

Ven, inventemos el verbo amar.
Ven, deshojemos la margarita de la libertad.

 
Ya lo mejor se me olvida que está prohibido
y me recorro contigo la vida, siempre contigo,
por ese olor a verano ya yerbabuena,
por destruir el dolor y la tristeza.

A lo mejor soy adúltera un día de estos,
por ese olor a verano que llevas, que llevas dentro,
por ese olor a verano ya tierra húmeda,
por tus manos de varón cuando mi alma desnudas,
a lo mejor soy adúltera.

Quiero decir tu nombre por la calle en voz alta
y mirarte ante todos sin temor a mirarnos.
Quiero no detenerme cuando nos llegue el alba
y esperar la mañana dormida entre tus brazos.

Ven, inventemos el verbo amar.
Ven, deshojemos la margarita de la libertad.

 
Ya lo mejor se me olvida que está prohibido
y me recorro contigo la vida, siempre contigo,
por ese olor a verano ya yerbabuena,
por destruir el dolor y la tristeza.

A lo mejor soy adúltera un día de estos,
por ese olor a verano que llevas, que llevas dentro,
por ese olor a verano ya tierra húmeda,
por tus manos de varón cuando mi alma desnudas.

Ven, inventemos el verbo amar.
Ven, deshojemos la margarita de la libertad.
Ven, inventemos el verbo amar.
Ven, deshojemos la margarita de la libertad.

A lo mejor soy adúltera!
Ana Maria Drack