THIS IS MY INTIMATE SPACE!!!

"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos"
Antoine de Saint-Exupéry

terça-feira, 16 de abril de 2013

LINDA MENINA !!!

A casita isolada na floresta é verdadeiramente modesta.
Uma porta, uma janela, apenas uma sala.
A sala é acolhedora. Lá fora o frio é imenso mas a lareira crepitante cria um ambiente doce e agradável. Ouve-se o vento que agita as copas das árvores e o granizo bater forte na vidraça.
Somos iluminados apenas pelo fogo e essa simples iluminação permite-nos as trocas-de-olhos e os sorrisos cúmplices.
Sentados frente-a-frente no tapete, à distância do toque e da carícia, apenas nos olhamos. A música corre suave ao fundo da sala.
Nós mantemos o silêncio. Levanto a mão, entrelaço os meus dedos nos teus cabelos, afago-te a nuca, lentamente aproximo os teus lábios dos meus. Primeiro uma ameaça, depois um toque suave. Prolongo esse jogo até sentir que o teu desejo vai mais longe. Intrometo então a minha língua entre os teus lábios e sinto que queres. Continuamos e agora és tu que me envolves com os teus braços enquanto revolves a minha boca com a tua língua doce e macia. Vou apalpando terreno, esforçando-me por sentir qual o teu próximo desejo. Quero construir cada um dos meus passos ao sabor dos teus desejos. Quero servir-te.
Dispo-te a camisola… porque quem te despe sou eu.
Deitas-te no tapete, acaricio-te os seios, beijo-te os mamilos, gemes, arqueias ritmadamente as ancas.
Vou continuar a despir-te enquanto percorro o teu ventre com as pontas dos meus dedos como se fossem as patinhas de uma aranha a passear por ti.
Ergues as nádegas do chão, como que a pedir-me que acabe de te despir. Tiro-te a saia, tiro-te as cuequinhas vermelhas… porque quem te despe sou eu.
Estás agora nua e o granizo continua a sua batida violenta nos vidros da janela.
Estás à minha mercê. Acaricio-te agora os pés, subo pelas pernas, detenho-me no interior das tuas coxas, toco-te ao de leve na vagina e sinto o cheiro inebriante e a humidade do líquido que escorre de ti. Mas foi só um toque. Entendo o que queres mas quero que queiras mais, que queiras até que não teres se torne insuportável.
Temos todo o tempo do mundo.
- Descontrai o corpo, deixa-te ficar quieta, não te mexas, ouve o vento, ouve o granizo, ouve a música.
Prolongo as carícias, não te toco onde queres que te toque. Do interior das tuas coxas as minhas mãos passam para o teu ventre, brincam à volta do teu umbigo, acariciam-te os seios, desenho círculos em torno dos teus mamilos.
Afastas as pernas. Ofereces-te, continuas muda, mas é como se pedisses. Ainda não. Terás que suplicar, exigir.
Estás cheia de vontade que eu vá mais além, mas olha, aguenta, Ainda não chegou a altura.
Eu estou sereno, excitado mas controlado, estou a tratar de ti, estás à minha mercê. Eu controlo tudo. Não precisas de te preocupar com nada.
Só quando me apercebo que já não aguentas é que entro em crescendo, que torno os meus toques mais dirigidos para onde os queres sentir. Mas são apenas “toques”, não são “esfregas”. São toques delicados. Passo um dedo pela tua vagina encharcada, acaricio-te o clitóris, desço de novo, de novo passo pela vagina, desço mais e tu afastas mais as coxas, bamboleias as ancas, o meu dedo húmido brinca entre as tuas nádegas, abres-te ainda mais, intrometo-me, sinto o teu prazer no teu gemido.
Progressivamente, vou-me centrando mais na tua vagina e no teu clitoris.
Sinto-te desesperar. É o momento em que tenho que avançar porque sinto que as minhas insinuações se começam a tornar insuportáveis para ti.
Claro que terei que perceber como devo fazer e aonde é que te está a agradar mais. Poderão ser os meus dedos a esfregar-te o clitóris, a penetrar-te a vagina, a acariciar-te entre a vagina e o ânus, o próprio ânus, poderá ser a minha língua, posso penetrar-te com o membro, enfim, tenho que ir apalpando terreno, tentando compreender o que te faz vibrar mais, insistindo mais nisso e menos no resto e, enquanto o tempo decorre, acabo por te brindar com tudo isso. Percebo que desejas que concentre a minha língua no teu clitóris e é o que faço. O teu prazer continua a subir até que há um momento em que atinges o orgasmo. Julgas tu, mas não. Julgavas que aquilo era um orgasmo?
Vai continuar sempre a depender de mim. Vens-te (ou julgas que te vens) e gritas “pára” (porque tens a sensação de que não vais aguentar mais).
Mas olha, garanto-te que ainda só estás a começar a vir-te e já estás a entrar em desespero. Se eu acreditasse nisso poderia parar e a tua linha de prazer cairia rapidamente.
Não, não páro.
Obviamente não continuando frenético porque não aguentarias e "rebentavas", mas torno-me mais lento, mais suave e não deixo o teu prazer, a tua volúpia descer mais do que uns “milímetros”. Quero-te em "steady state", domino-te.
Acalmas-te um bocadinho, mas continuas no teu quase-orgasmo (que antes julgavas que era orgasmo-total), agora mais suave, mas já sentes que consegues aguentar esse estado por mais tempo.
Sentes-te bem e já não desesperas. Penso agora que terei que saber detectar o momento em que estás, ainda em quase-orgasmo, mas já preparada para eu voltar a ser mais frenético.
Então volto a sê-lo. Sobes os “milímetros” que desceste e voltas a gritar “pára”, a sentir que não vais aguentar, que vais "rebentar".
E é óbvio que não páro, apenas volto à suavidade que te mantém estável e muito perto do ponto máximo, mas que te permite relaxar um bocadinho e que me permite continuar, repetir vezes sem conta. Manter-te o "steady state".
E vou prolongando a tua quase-tortura, longamente, até ao momento em que decido (porque sinto que tem mesmo que ser) que chegou a altura de te levar à loucura, ao tal ponto em que não aguentas mesmo mais. Penetro-te com os meus dedos que entram e saiem de dentro de ti enquanto, freneticamente a minha língua se envolve no teu clitóris. Gritas, "rebentas", mas mesmo assim não páro de repente. A tua descida deve ser suave e não abrupta. Torno-me mais lento, mais suave e vais descendo devagarinho, muito devagarinho enquanto a chuva vai acalmando contigo e o silêncio se instala progressivamente. Já só se ouve o crepitar do lume.
Agora estás mais calma. Deito-me ao teu lado, envolvo-te num abraço, beijo-te, fico à espera que extenuada mergulhes num sono profundo. Deixar-te-ei dormir, mas ficarei o resto da noite a envolver-te com os meus braços, com o meu corpo colado ao teu.
Apenas te segredo antes de caires no teu sono de anjo, “linda menina!”

1 comentário:

(Ela) disse...

Parece-me que existe potencial por aqui. Gostei de ler!

Beijo d'(Ela)