THIS IS MY INTIMATE SPACE!!!

"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos"
Antoine de Saint-Exupéry

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A TI, LINDA MENINA QUE DIA-A-DIA ME TENS ENSINADO A NÃO TER MEDO DE POÇOS E GRUTAS!



Recordas-te?
Era ameno o Outono e dormias sob a frondosa copa da árvore enquanto as folhas douradas te iam cobrindo o corpo.
Contemplo-te... porque a natureza não se copia, contempla-se!
A medo vou retirando uma a uma as folhas que te acariciam.
Beijo-te a testa, afago-te os cabelos e encanto-me com o teu sorriso adormecido.
Abraço-te, percorro os teus lábios, primeiro com as pontas dos meus dedos, depois com os meus próprios lábios húmidos da sofreguidão que me apetece mas que controlo.
Um a um, calmamente, desaperto os botões da blusa que te cobre os seios que vou desnudando.
A minha mão sobe-te a saia, acaricia-te os seios, perde-se nas tuas tatuagens, rodopia o teu vente, percorre o interior das tuas coxas.
Agitas-te um bocadinho, mas no teu sonho os teus olhos permanecem fechados.
Os meus dedos sobem as tuas coxas, caiem na doce toca e transportam-me a um lugar fantástico povoado de sonhos.
Oiço-te um ligeiro gemido de surpresa e uma das tuas mãos segue agora a minha que percorre o tua toca povoada por estranhas sensações,quadros e livros.
BEBE-ME! Balbucio-te.
COME-ME! Sussurras-me no teu sonho.
Giro e regiro em espiral debaixo da terra ao teu encontro, caio, doce cair, terno.
Deixo-me levar pela loucura,
num mergulho infindável a mundos que não existem.
Mas?
Onde estou?
Escorrego e mergulhamos no lago que fomos criando. Lago, não de lágrimas mas de néctares.
Lago onde não existem regras, excepto a que me obriga a fazer de ti a minha loucura.
BEBE-ME, E BEBE-ME SEM DEMORAS, repetes enquanto arqueias as ancas num ritmado vai-e-vem.
Perco-me em ti, intrometo-me de um e do outro lado do teu espelho, de ti, fantasia!
Gemes mais alto, estremeces, entras em crise de identidade causada pelas constantes transformações que induzo no teu doce corpo onde sinto a chegada dos teus espasmos e tu as minhas pulsações descontroladas.
Fomos longe demais?
E agora?
Vem a loucura, minha, tua, e em ti desapareço lentamente, fixando apenas o teu sorriso.
Talvez esteja perpetuamente destinado a beber-te porque o Tempo parou às seis da tarde.
No teu gemido sussurrado em grito pintamos rosas brancas com tinta vermelha e rapidamente se instala o caos do nosso jogo.
Como no tempo em que vivias no mar, dançamos a Contradança das Lagostas.
Desde o início do misturar dos corpos, cresci, recomecei a crescer, não parei de crescer.
E agora?
Já não dá para parar o terno cavalgar em que devoro os teus flancos.
Reconfigurando a terna e calma entrada em violentas e repetitivas estocadas,
não, não posso parar agora... só continuar, continuar até doer.
Desfaço-me e refaço-me a cada movimento, a cada espasmo teu rebento em ti rebento-te a ti!
E o mundo vai desabando,
e... quando cairmos em uníssono atingindo o sussurro gritado em que nos desmontamos e remontamos,
transformar-te-ei e retransformar-me-ei, orgasmo teu, pulsar meu em ti num jorro infindável de mistura de néctares descontrolados.
E não, não tentes impedir-me, já cheguei aonde não tenho retorno
reencontro-me, reencontro-te.
Tremes, como tremes, Linda Menina!
És tão real mesmo no fundo desse poço onde me levaste a mergulhar contigo!
É sentir, sentir-me, sentir-te?
É vir, vires-te, vir-me!
É inundação de ti recontraída pelos teus espasmos, golfadas de mim correm ao ritmo dos teus gemidos misturados com os meus gritos sussurrados.
NÃO, NÃO, NÃO, AGORA NÃO PARES, não paro, não paramos, descansa.
Até que doa de insuportável prazer de mim em ti, de ti comigo no fundo do terno e voluptuoso poço onde docemente fomos mergulhando ao reencontro de um mundo que, espante-se, afinal existe como as tuas nádegas que aperto enquanto pedes mais e mais e mais... e tens, tens-me!
Tens-me até à bonança em que continuas a ter-me.
Preparo-te um chá, tiro do teu rosto folhas que caíram da copa frondosa da árvore.
E ficamos, em terno misturar de gostos e línguas, a sonhar o sonho em que nos construímos e reconstruímos, em que nos fizemos e desfizemos, em que nos amámos e amaremos...

Recordas-te?


4 comentários:

Estrela disse...

Que lindo momento Cum!
Viagem de sonho entranhada na pureza da natureza. Um mergulho em sensações ...

É bom ter-te de volta :)

Beijo *Estrela*do*

Wonderland Alice disse...

Recordo sim. Como poderia esquecer?

VEM-TE PARA MIM! disse...

Obrigado Estrelinha!
Beijo,
Cum

VEM-TE PARA MIM! disse...

Ai Alice, se não te recordasses eu ficava mesmo traumatizado!!!
Beijo,
Cum to Me