THIS IS MY INTIMATE SPACE!!!

"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos"
Antoine de Saint-Exupéry

quarta-feira, 17 de abril de 2013

APENAS O JOGO #1

Não me interessa o que fazes, mas apenas o que imaginas fazer.
Não me interessa o que sentes, mas apenas o que imaginas sentir.
Para já, gosto dos teus olhos. São tão lindos como os peixes tropicais que nadam no meu aquário.
Para já quero os teus olhos.
Quero que mos dês.
Quero que os feches. Quero que esqueças tudo, que esqueças o teu nome, que esqueças o teu mundo.
Aqui, agora, és minha. Serás o que me apetecer.
Ouves ao longe a música suave que te invade o corpo.
A brisa entra fresca pela janela aberta, o teu corpo descontraído.
Um exercício de descontração.
Vamos por partes. o pé esquerdo, a perna até ao joelho, agora a coxa.
Lado direito. Pé, perna, joelho, coxa.
Nas pernas apenas sentes a aragem fresca que entra pela janela.
A música, suave, continua.
Os meus dedos passeiam, leves, primeiro pelos teus pés, depois pernas.
Não te mexes. A tua respiração é pausada. Suave como os meus dedos que parecem penas a percorrer as tuas coxas. És minha. És o que eu quiser. Olhos fechados. Esqueceste tudo. Esqueceste o teu nome. Esqueceste o mundo.
Apenas a aragem. Apenas a música. Apenas os meus dedos.
Correm suaves o interior das tuas coxas. Lentos. Muito lentos.
Vá, respira. Suave. Devagarinho. O quarto está escuro. Apenas uma nesga de luz por entre as cortinas. O som do carro que passa na rua. A música.
Vá, deixa-te estar. És minha. Serás o que eu quiser...
Agora a minha sensualidade é tua. A tua é minha.
Quieta. A música. A brisa. Vá. Vais descontrair o ventre. Vá. Minha. Música. Brisa. Dedos. Nesga de luz. Quieta. Respira...
Calma... deixa-te estar. Vendo-te os olhos com um lenço de seda preto.
Agora tens que saber quem sou. Tens que saber com quem estás a jogar.
Sou o que quer jogar contigo este jogo. Os teus olhos estão vendados. O teu corpo treme, mas tem calma. Podes acalmar esse jogo de ancas. Ainda é cedo, muito cedo. Daqui a pouco vais precisar muito dele, mas agora ainda é cedo.
Sou, lembras-te, aquele por quem passaste no outro dia na rua e te sorriu. Lembras-te?
Sou o de quem tu és. Toda. Com quem tu queres jogar. Sou teu. Todo.
Os meus dedos tocam-te os lábios. Ao de leve.
Sou o que encontras à noite, nos primeiros segundos depois de adormeceres, e te beija.
Sim, sou o que, segundos antes de acordares, ao amanhecer, está deitado sobre ti, a respiração no teu pescoço, as mãos por baixo dos teus braços a pressionarem os teus ombros.
Suave, sempre suave.
Gemo aos teus ouvidos e tu aos meus.
Sou o teu cheiro e tu és o meu.
Sou a respiração que percorre o teu corpo enquanto dormes, milímetro a milímetro. Póro a póro.
Sou o que te apetece quando tu és o que me apetece. Quando adormeces, antes de acordares. Fora do sonho, fora da noite, nunca saberás quem sou, nunca me verás, nunca me encontrarás. Dentro do sonho, dentro da noite, sou o que te apetecer imaginar. Eu imagino-te. Sou toda a tua sensualidade. Tu és a minha.
É o nosso jogo que apenas começa. Calma. Agora já sabes quem sou.
O jogo começou. Depois, mais tarde, passarei pelo teu ventre.
Por agora ficam as apresentações. Não sabes quem sou, não sei quem tu és, mas queres ser o que eu quero que sejas da mesma forma que eu quero ser o que tu quiseres. E queres-me, desesperadamente como eu te quero. Calma. Devagarinho.
Por agora só mais uma palavra. Só uma. Tu, na minha imaginação ao adormecer e antes de acordar. Tu, amo-te! Amas-me!
Passarei pelo teu ventre. Ouve a música, sente a brisa, a ponta dos meus dedos de veludo tocam de passagem os teus lábios. Gosto do teu cheiro!
O teu corpo está húmido. Gotículas microscópicas de suor cobrem-te. Essa humidade faz-te sentir com mais volúpia a brisa que entra pela janela entreaberta.
Um tremor precorre todo o teu corpo. Um espasmo, quase uma convulsão. Soltas um gemido baixinho, mordes o lábio inferior, abanas repetidamente a cabeça para os lados. As tuas ancas dançam num vai-e-vem ritmado. Estás a perder o controlo.
Ajoelho-me entre as tuas coxas, seguro-te firmementa a cintura com as minhas mãos grandes, os polegares unem-se sobre o teu umbigo. Calma, tem calma. Vá. Descontrai. Escuta, escuta a música. Vá, descontrai. Ainda estamos no início.
Progressivamente sinto que descontrais. Sinto a calma voltar ao teu corpo. Sorris com os olhos tapados pela venda.
Sinto o teu corpo de novo descontraído. Lentamente, muito lentamente, deixo de te apertar a cintura. Primeiro toco ao de leve os teus seios. Detenho-me um pouco a acariciar-tos. Depois recuo. Os meus dedos voltam a brincar à volta do teu umbigo. Os meus lábios afloram os teus pés. Suavemente a minha língua sobe lentamente, muito lentamente pelas tuas pernas, pelo interior das tuas coxas. É tão bom o salgado da tua transpiração.
Estás de novo descontraída. Ouves a música, serena.
À medida que a minha boca sobe sinto cada vez mais o teu cheiro voluptuoso. Inebria-me. Embebeda-me. Agora sou eu que tenho que forçar o meu controlo. E forço. Quase rebento. Controlo-me. Os meus braços esticados envolvem o teu corpo. Os meus dedos brincam no teu ventre.
Calma, agora calma para ti e calma para mim. Esforço-me por ouvir a música e prolongar a invasão do teu corpo. Ainda falta. Ainda estamos a começar. Tu manténs-te agora serena. Estremeço. Agora és tu que dizes, controla-te, amo-te.
E eu amo-te também... amo-te tanto!!!
Controlo-me. Continuo a ouvir a música ao longe, muito ao longe como se fosse noutro planeta. Ergues os joelhos, afastados. Sinto os teus dedos nos meus cabelos. As tuas mãos puxam a minha cabeça agora mergulhada entre as tuas coxas. A minha língua acaricia-te suavemente. Bebo-te e enebrio-me com os teus sabores. As tuas mãos seguram firmemente a minha cabeça. As tuas coxas apertam a minha cabeça. Bebo-te, bebo-te, bebo-te, acaricio-te com a língua enquanto as minhas mãos se perdem nas tuas nádegas. E a minha língua segue para o teu ventre. Estou louco com o teu cheiro doce.
Tenho a cabeça caída no teu estômago. Tremo. Tento descontrair. Tento ouvir a música já tão longe. Tenho os teus seios nas minhas mão. Estou quieto. Tento ser uma estátua. Sinto o teu coração bater. Aperto os teus seios. Toco-lhes com os lábios. A minha língua acaricia agora os teus mamilos. As minhas mãos descem de novo às tuas nádegas. Tremo. A música confunde-me. Quero entrar em ti. Contenho-me. As tuas ancas dançam de novo. Contenho-me. Contens-te. Acaricio-te as nádegas. Acaricio-te os seios com a minha boca. Suavemente. Estão duros os teus seios. A aragem refresca-nos. Sinto agora as tuas mãos nas minhas costas. Sinto as tuas unhas que me acariciam. Contenho-me. Tento estar quieto. A minha língua começa a correr o teu pescoço. Os nossos corpos estão encharcados.
Peço-te. Descontrai. Estendo o braço esquerdo. Tiro um cigarro do maço e ponho-o na tua boca. Acendo-to enquanto a minha língua percorre de novo os teus seios. Vá, descontrai, fuma... ainda estamos no início. Fico quieto enquanto fumas. Passas o cigarro para a minha boca. Passo a minha boca para a tua boca. Sinto a tua língua quente. Sentes o sabor do teu néctar na minha língua. Apagas o cigarro. Sorris. Ouves a música. Descontrais. Ponho a mão em concha entre as tuas coxas. Sinto a tua mão entre as minhas coxas. Amo-te. Estamos no princípio. Queremos fazer durar. Eternizar. Oiço de novo a música. Tu também.
Sentimos a brisa. Apertas-me e deixas-te ficar a apertar-me. Os meus dedos brincam entre as tuas coxas. Devagarinho. Muito devagarinho. Suavemente. Docemente. Sente a música. Sente a brisa...


3 comentários:

Lust Eva disse...


Gostei... muito...
E também adoro o jogo de controles e domínios.

Beijos luxuriosos ;)

Estrela disse...

A leveza do toque...a brisa que refresca com dificuldade o calor das tuas palavras.

Beijo *Estrela*do*

VEM-TE PARA MIM! disse...

Gosto da brisa quando é uma brisa fresca que nos aquece a alma!
Obrigado, Estrelinha,
Beijoooooooooo,
Cum to Me