"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos" Antoine de Saint-Exupéry
segunda-feira, 15 de abril de 2013
VÁ, ASSIM, ISSO, VEM-TE COMIGO!
Umas vezes como lágrimas
as palavras gotejam dos teus olhos.
Bebo-as,
e a tua angústia invade todo o meu corpo.
Outras são ternos sorrisos dos teus lábios
e eu fico a sorrir para elas.
Os teus olhos começam por não largar os meus,
Ternos momentos em que os teus lábios sensuais me perturbam,
Em que as nossas línguas se misturam nessa volúpia indecente.
Letra a letra constróis sonhos,
como um operário, tijolo a tijolo constrói palácios.
Mas depois os teus sonhos povoam os palácios,
de príncipes, fadas e princesas,
e os meus sonhos perdem-se neles,
como se perdem os teus olhos quando olhas o mar.
Às vezes as tuas palavras são labirintos onde me encontro
mas outras sinto as tuas palavras como murmúrios
e deixo-me levar no teu navio de velas brancas
que parte do Tejo.
Porque o Tejo, sabes, o Tejo,
o Tejo é este rio onde sinto correrem as tuas palavras
que persigo para além do Bugio,
e para além da neblina que muitas vezes cobre o mar.
Alturas há em que do teu corpo de mulher,
Jorram líquidos sãos. Inebriado pelos teus cheiros longamente os saboreio,
À medida que constróis movimentos ritmados,
Ao encontro da minha língua que te acaricia.
Gritas, gemes, tremes, vens-te!
Noutras alturas é a tua língua que me acaricia,
Sobe, desce, desce, sobe,
Então os teus doces lábios envolvem-me,
Simulam ritmos, umas vezes mais profundos, outras menos,
E quando de mim jorra o líquido espesso,
Que te enche a boca
E então sou eu
Que gemo, tremo, grito e me venho.
Hoje fui ver o rio e levei comigo as tuas palavras.
Misturei-as com a água que corria para o mar,
com os sonhos e as lágrimas,
com os olhares e os sorrisos,
com os murmúrios e a ternura que,
como tão bem sabes,
são a água do Tejo.
Bom, e a água do Tejo são também as tuas palavras Que se transformam nos nossos sonhos, nos nossos orgasmos!
Há momentos em que o arquear das tuas ancas,
Ao encontro da minha penetração profunda,
Momentos em que gritas, gemes, tremes, vens-te!
Deixei-me ficar
E vi as tuas palavras mágicas
misturadas na espuma das ondas.
Noutras alturas são as tuas nádegas salientes que me enlouquecem,
Alturas em que o mordiscar da tua nuca te enche de desejo,
Em que a quatro te expões, te ofereces ou exiges
Que docemente entre elas me perca
E gritas, gemes, tremes, vens-te
E quando de mim jorra o líquido espesso,
Que te enche o corpo
E então sou eu
Que gemo, tremo, grito e me venho.
Mas outras palavras tuas houve que não dei ao rio.
Acariciei-as apenas com as minhas mãos,
e fiquei a ouvir os seus segredos.
Sabes, é que as tuas palavras também se podem acariciar.
Depois essas palavras
Sentaram-se ao meu lado,
A sorrir
e a ver as outras que partiam
naquele navio de velas brancas.
Com as
minhas palavras explorarei as tuas
Com o meu corpo explorarei o teu
Com o teu orgasmo construirei o meu
O que podem as tuas palavras...
O que pode o teu corpo...
O que pode o teu orgasmo...
5 comentários:
Eu...viajei contigo embalada pelas palavras belas e deixei-me levar...como as águas do Tejo em direção ao mar.
Magnifico texto!
Beijo *Estrela*do*
Obrigado Estrela,
Quando for grande também quero ter um blog como o teu!
Por enquanto esforçar-me-ei por te agradar.
Beijo
Esforça-te apenas para te agradares a ti :)
Cá estou eu, as promised!
Sugestão: Aplicações do blogger, permitir seguidores! Another step to greatness.
Beijo d'(Ela)
Estrela,
Estou a aprender a agradar-me a mim.
Obrigado pelo conselho.
Beijo beijo beijo,
Cum to Me
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