THIS IS MY INTIMATE SPACE!!!

"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos"
Antoine de Saint-Exupéry

quarta-feira, 24 de abril de 2013

E mais para ti, Luxúria:

APENAS O JOGO #4

 
Percorro um trilho de beijos por todo o teu pescoço até ao peito. Perco-me nos teus mamilos enquanto te afago as nádegas.
Oiço o teu “Quero-Te” que me faz querer-Te desvairadamente.

Querer-te e ser endiabrado.

Brincar contigo, Luxúria. Mantenho-te os olhos vendados.

Vá, vamos brincar. Temos todo o tempo do mundo.

Deito-te nos lençóis amarrotados, manchados aqui e ali pelos nossos líquidos vertidos pela nossa tesão.

Ajoelho-me ao teu lado. Deixo correr um fiozinho de mel sobre o teu ventre. Faço desenhos com ele. Tu tremes. Ouves a música. Uma gotinha em cada mamilo. Beijo-te os mamilos demoradamente, um de cada vez. Sugo-os. Depois espalho o fio de mel que tens no teu corpo com a ponta dos meus dedos. Faço desenhos. Desço agora. Entre os teus seios, até ao teu umbigo, encho-te o umbigo, desço, entre as tuas coxas. Vou espalhando o mel pelo teu corpo. Sentes a brisa? Deito-me sobre ti. Ouves a música? Os nossos corpos estão colados com mel. Beijo-te. As nossas línguas insinuam-se, contorcem-se na boca do outro. Abraço-te deitado sobre ti, as minhas pernas entre as tuas pernas. Estou duro. Ameaço entrar. Faço um jogo de ancas, entro um bocadinho, saio, entro poucochinho, muito suavemente. Páro. Fico quietinho um bocadinho dentro de ti. Arqueias o corpo que dessa forma pede mais, mais fundo. Eu permaneço quieto. Abraças-me com as pernas. Agora entro mais, mais fundo como o teu corpo pede. Fico quieto. Tu danças debaixo de mim. Eu controlo. Contenho-me. Não te preocupes. Eu controlo. Entro mais um bocadinho. Mais. Mais. Tudo. Entro tudo. Fico quieto. Demoradamente quieto. Tu mexes-te, danças ao som da música. Eu começo a sair devagarinho. Fazes força com as pernas sobre as minhas nádegas para me prender, mas eu vou saindo, saindo sempre. Agora entro de novo. Agora saio. Já não estou dentro de ti. A minha cabeça desce ao longo do teu corpo, fica de novo entre as tuas coxas onde bebo o teu néctar misturado com o mel. Seguras-me a cabeça, firme. Os teus dedos enredam-se nos meus cabelos. Mas não faço tenções de parar. Vou querer que te venhas na minha boca, vou querer beber tudo o que tenhas para me dar. Mas a minha língua é suave, doce. Sinto que começas a vir-te, ao longe. Cresce o teu orgasmo. Eu não páro, está descansada. Se deixar que, com o teu orgasmo a tua tesão diminua, excitar-te-ei de novo. Não te preocupes, temos todo o tempo do mundo, ainda agora começámos. Descontrai. Vem-te, vem-te tudo. Vem-te para mim, Amor. Gritas, praguejas, invocas duendes e fadas. Saltas, arqueias as ancas, bamboleias as nádegas. Que volúpia. Que sensualidade. Que gosto. Já te estás a vir há um bocado. Continuas a segurar-me a cabeça e a minha língua continua a brincar dentro de ti. Cada vez mais devagarinho. Cada vez mais suave. Cada vez mais lenta. Estás cansada. A minha língua pára finalmente. Subo o teu corpo outra vez. As nossas bocas partilham os teus sabores. Segredo-te, “ainda estamos no início”. Tu ainda tremes um bocadinho. Acendes um cigarro e eu tenho a cabeça deitada no teu ombro. Partilhas o cigarro comigo.
Tenho sede.
Enches a tua boca de água gelada e dás-me à boca.
Eu bebo. Pegas no lenço de seda e vendas-me os olhos. Viras-me. Estou deitado, virado para cima, quieto, muito quieto, de olhos vendados. Sinto a música, sinto a brisa, sinto a tua respiração. Segredas-me ”ainda agora começámos”. Deixo-me ficar quieto. Oiço-te dizer, “agora controlo eu”. Estou quieto. Oiço a música, sinto a brisa, sinto a tua respiração.
Sinto a tua respiração ainda ofegante no meu ouvido.
Sinto-te ainda a tremer de delírio. Sinto as tuas palavras.
Vendáste-me os olhos. Intensifica os outros sentidos. Queres que me concentre no tacto.
Dizes “ouve a música, sente a brisa a acariciar-te, sente-me”.
Sinto a tua húmida intimidade roçar no meu corpo.
Massajas-te em mim. Encharcas-me o corpo com a tua volúpia que ondula escancarada no meu corpo. A seguir, de joelhos sobre a minha cabeça, dás-me a saborear a tua quente doçura que já me espalhaste pelo corpo.
Tento agarrar-te, sôfrego de ti. Não deixas. Queres brincar. Repetes “ainda agora comecei”.
A tu língua desliza ao encontro do meu membro. Deliro. Estremeço.
Mordes-me suavemente como uma carícia.
A tua língua não pára de me enlouquecer. Segredas-me “sabes a sensualidade, cheiras a loucura”.
Roças-te com mais vigor. Estás a descontrolar-te.
“Controla-te miúda”, digo-te.
Tentas. Puxas de outro cigarro…absorves profundamente.
Rodas a minha cabeça ao encontro dos teus lábios e invades a minha boca, partilhas o sabor.
Os cheiros são tantos que nos embriagam. Sentes?
Mais calma, dizes “não te mexas, deixa-me amar-te, sente-me, ouve a música. sente a brisa, ainda agora comecei”.
 
 

2 comentários:

Lust Eva disse...


Com um sorriso nos lábios...
... vou fumar um cigarro, queres?

Beijos luxuriosos em ti ;)

VEM-TE PARA MIM! disse...

Partilhamos, sim?
Beijo em ti, terno.