Com todo o carinho do mundo.
APENAS O JOGO #2
As tuas ancas arqueiam ao ritmo dos meus dedos.
Torno-me de novo mais lento.
Tem calma, amor, vá, tenta descontrair. Calma.
És minha. Domino-te. Serás o que eu quiser mas não deixarei de ser o que te apetecer imaginar por trás da venda que te envolve os olhos. Quero ser toda a tua sensualidade porque queres ser o que eu quero que sejas da mesma forma que eu quero ser o que tu quiseres.
Segredo-te “amo-te Luxúria, minha Luxúria”.
Respondes quase em segredo “agora sou tua, toda tua e quero esquecer quem sou, sente o meu cheiro, serei o que te apetecer”.
Continuas a sentir a música que te faz estremecer ao seu ritmo. O calor no teu corpo, a brisa que o refresca. Sentes-te dormente, sem vontade de reagir.
Sentes os meus dedos que abandonaram o teu interior e se deixaram ficar a acariciar o teu clitóris. Sentes como veludo na tua pele...provocam-te. Queres sentir com mais intensidade. As tuas ancas parecem ter vontade própria. Querem ondular ao encontro da minha suavidade.
Sentes-te sensual....excitada...
Acaricias os teus lábios como se fosse eu.
Os teus movimentos são lentos como as minhas carícias. Lentamente mexes-te ao encontro dos meus dedos. Anseias por mais.
A tua respiração torna-se mais rápida.
Invado-te.
Invado os teus sonhos, o teu corpo. Sentes-me. Balbucias um quase inaudível “amo-te”.
Amas-me nos teus sonhos. Pertenço aos teus sonhos.
Pedes “quero o teu cheiro”. Respondo “tê-lo-às quando chegar o momento, mas calma, quem decide sou eu”.
Permaneces quieta enquanto passeio pelo teu clitóris entumescido, encharcado, duro.
Voltas a falar “quero a tua pele, deixa-me tocar-te”.
“Não, ainda não, espera”.
Os meus dedos abandonam o teu clitóris, volto a acariciá-lo demoradamente com a língua e tremes, gemes.
A minha língua, numa escalada lenta, sobe pelo teu corpo. Percorre o teu ventre, circula os teus mamilos. Tocas por instantes o meu cabelo enquanto navego pelos teus seios. Estremeces ao meu toque. Acaricio o teu pescoço.
Sentes-me perto, consegues cheirar-me. A tua boca procura a minha mas não deixo que os teus lábios a toquem.
Apenas quero espalhar volúpia, segredo-te “amo-te, minha Luxúria”.
Estou deitado sobre o teu corpo, a minha respiração no teu pescoço. Calor delicioso no teu ventre. A minha respiração na tua pele provoca-te arrepios.
Afastas as coxas, sentes o meu membro duro aflorar a tua entrada. Gemes, ergues as ancas e acompanho o teu movimento recuando, não aflorando mais que a tua entrada húmida.
“Calma, minha Luxúria, calma, controla-te meu amor…” embora no meu íntimo eu vibre com o teu descontrole.
Queres desesperadamente dar-me o que te estou a dar. Não te deixo… prendo-te os braços acima da tua cabeça e brinco com a tua excitação.
Sentes um calor quase insustentável no interior das tuas coxas… o meu membro ali encostado acende-o cada vez mais.
A pele dói-te….dói de prazer e tu queres mais…até à loucura…
Queres amar-me e ficar com o meu sabor na tua boca.
Excito-te…
Queres-me em ti…
Agora passeio a língua pelos teus lábios, entreabres os lábios húmidos da minha língua e do teu sabor.
As minhas mãos deslizam pela tua cabeça...puxo-ta para trás, solto a barreira da loucura de sentires.
Ouves o meu gemido leve e rouco quando, finalmente, ameaço forçar a entrada.
Não aguentas mais...sentes que algo está a acontecer...algo que nunca aconteceu...
E acontece. Entro. Ultrapasso o início apertado do teu interior. Fico quieto nesse início.
Sinto esse teu recanto quente e tremente de amor.
“Não pares... quero-te muito”, segredas-me.
Queres a minha suavidade e, ao mesmo tempo, a doce tortura do não querer.
Queres que me controle e queres o delírio de não te controlares.
Queres que te leve ao limite e te acompanhe nele.
Entro mais, duro, duríssimo. Agora sou eu que tenho que ter um imenso controlo para não entrar numa explosão, para não jorrar dentro de ti tudo o que tenho vindo a acumular neste jogo de controlo e domínio sobre a tua volúpia, minha Luxúria.
Movimento-me, controlo-me, retenho, continuo. O teu corpo é um estertor de espasmos, danças descontrolada debaixo de mim mas eu continuo a controlar, continuarei. Não me vou vir ainda.
Junto ao teu ouvido os meus lábios segredam calmamente “ainda agora começámos, meu amor”.


5 comentários:
Finalmente arranjei um tempinho para te ler ... e gostei do que li por aqui ... voltarei
Bacio
Peccato
Calma... ainda vamos no início...
Gostei ;)
Obrigado, temos todo o tempo do mundo ;)
Delicioso...e ainda agora começou :)
(Soul)
Obrigado Soul, vai comentando pois isso ajuda-me a encontrar caminhos...
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