Calor, Verão. Nua. Deitada.
Pareces dormir.
Contemplo-te as costas, as nádegas expostas, as pernas entre-abertas, os cabelos em desalinho.
As manchas de mim, vertidas de ti, já quase secas no lençol amarrotado.
Foi de madrugada, agora amanhece.
Vasculho-te cada milímetro com o olhar tentado.
Apeteces-me de novo. Aliás, apeteces-me sempre.
Quero tocar-te. Leve, suave.
Hesito... Apeteces-me tanto.
Não resisto.
Toco-te a medo. Passo pelos teus pés, tacteio as tuas pernas.
As pontas dos meus dedos, quais patas de aranha, sobem o interior das tuas coxas. Lentas.
Afastas mais as coxas. Dormirás?
A minha mão direita atreve-se mais e passeia entre elas.
Entre elas acaricio ao de leve a doce linha que as separa.
Soltas um leve gemido. Dormirás ainda?
Detecto-te um quase imperceptível bambolear de ancas.
Continuo o meu percurso. Corro as tuas costas, volto a descer.
Gemes, talvez um pouquinho mais alto.
Bamboleias de novo, ergues um pouquinho mais as nádegas exibindo melhor o espaço entre elas.
Dobro-me, percorro-o num beijo húmido, num tactear de língua.
Um tactear que se torna mais profundo com mais um gemido teu e mais um erguer de ancas que parece pedir mais. Dormirás ainda?
Ergues-te mais, agora apoiada nos joelhos.
Suave. Voluptuoso, continuo. Continuo mais e tremes, bamboleias, um mais evidente gemido.
Agora sei, sinto que estás consciente dos meus afagos, da minha língua que entra e sai de ti, docemente.
Abraço-te a cintura e continuo o jogo.
Gemes. Tem calma.
Agarro-te os seios por trás e aperto-os docemente.
Brinco com os mamilos enquanto a minha língua se torna mais incisiva no jogo de vai-e-vem.
Aproximo a mão esquerda da tua boca e, um a um, dou-te os meus dedos a chupar.
Gemes. Tremes.
Tem calma, meu amor.
Ergo-me sobre os joelhos por trás de ti, seguro-te a cintura, encosto-me despudoradamente às tuas nádegas.
Brinco roçando por entre as tuas pernas.
Desejas, sei que desejas, deixar-te-ei pelo desejo.
Viro-te para mim. Os teus olhos abertos reflectem os meus.
Levanto-te, ponho-te em pé. Ponho-me em pé à tua frente.
Abraço-te. Beijo-te.
O Sol nasce lá fora.
Levo-te pela mão à banheira. Abro a torneira. A água tépida corre sobre os nossos corpos enquanto o nível da água vai subindo.
Num gesto meigo deito-te dentro da água morna que já cobre o teu corpo.
Olhas-me, afastas as coxas, expões-te, exibes o teu doce sorriso gaiato.
Faço incidir o jacto do chuveiro entre as tuas coxas, concentrado onde o queres. Progressivamente inicias uma dança que cada vez se torna mais frenética.
Os teus sussurros fortes enchem todo o espaço, abafam toda a música que toca no quarto.
Afasto o chuveiro no momento que sinto anteceder a tua explosão.
Agora brinco contigo. Sinto-te perdida, mas não te deixo ainda explodir.
Fecho a torneira, abraço o teu corpo tremente num longo beijo.
Saimos do duche.
Seco-te.
Continuas perdida.
Emites sussurros sem nexo.
Acalmas um bocadinho e olhas-me com um ar intrigado.
Volto a estender-te na cama desalinhada, concentro o meu peso entre as tuas coxas.
– Toma-me, possui-me – sussurro-te.
A nossa dança de lenta e suave, progressivamente torna-se frenética.
Todo o teu corpo se transforma num espasmo, numa convulsão.
Contenho-me, prolongo, prolongo até à tua insuportabilidade, até à minha insuportabilidade.
A insuportabilidade transforma-se num vulcão que te inunda de lava quente, que sinto jorrar de mim para ti e escorrer de ti para os lençóis.
Lentamente a calma vai regressando aos corpos que tremem ainda.
Por entre as tremuras dos corpos estenuados as línguas ávidas misturam-se encharcadas de volúpia.
Até já.
Pareces dormir.
Contemplo-te as costas, as nádegas expostas, as pernas entre-abertas, os cabelos em desalinho.
As manchas de mim, vertidas de ti, já quase secas no lençol amarrotado.
Foi de madrugada, agora amanhece.
Vasculho-te cada milímetro com o olhar tentado.
Apeteces-me de novo. Aliás, apeteces-me sempre.
Quero tocar-te. Leve, suave.
Hesito... Apeteces-me tanto.
Não resisto.
Toco-te a medo. Passo pelos teus pés, tacteio as tuas pernas.
As pontas dos meus dedos, quais patas de aranha, sobem o interior das tuas coxas. Lentas.
Afastas mais as coxas. Dormirás?
A minha mão direita atreve-se mais e passeia entre elas.
Entre elas acaricio ao de leve a doce linha que as separa.
Soltas um leve gemido. Dormirás ainda?
Detecto-te um quase imperceptível bambolear de ancas.
Continuo o meu percurso. Corro as tuas costas, volto a descer.
Gemes, talvez um pouquinho mais alto.
Bamboleias de novo, ergues um pouquinho mais as nádegas exibindo melhor o espaço entre elas.
Dobro-me, percorro-o num beijo húmido, num tactear de língua.
Um tactear que se torna mais profundo com mais um gemido teu e mais um erguer de ancas que parece pedir mais. Dormirás ainda?
Ergues-te mais, agora apoiada nos joelhos.
Suave. Voluptuoso, continuo. Continuo mais e tremes, bamboleias, um mais evidente gemido.
Agora sei, sinto que estás consciente dos meus afagos, da minha língua que entra e sai de ti, docemente.
Abraço-te a cintura e continuo o jogo.
Gemes. Tem calma.
Agarro-te os seios por trás e aperto-os docemente.
Brinco com os mamilos enquanto a minha língua se torna mais incisiva no jogo de vai-e-vem.
Aproximo a mão esquerda da tua boca e, um a um, dou-te os meus dedos a chupar.
Gemes. Tremes.
Tem calma, meu amor.
Ergo-me sobre os joelhos por trás de ti, seguro-te a cintura, encosto-me despudoradamente às tuas nádegas.
Brinco roçando por entre as tuas pernas.
Desejas, sei que desejas, deixar-te-ei pelo desejo.
Viro-te para mim. Os teus olhos abertos reflectem os meus.
Levanto-te, ponho-te em pé. Ponho-me em pé à tua frente.
Abraço-te. Beijo-te.
O Sol nasce lá fora.
Levo-te pela mão à banheira. Abro a torneira. A água tépida corre sobre os nossos corpos enquanto o nível da água vai subindo.
Num gesto meigo deito-te dentro da água morna que já cobre o teu corpo.
Olhas-me, afastas as coxas, expões-te, exibes o teu doce sorriso gaiato.
Faço incidir o jacto do chuveiro entre as tuas coxas, concentrado onde o queres. Progressivamente inicias uma dança que cada vez se torna mais frenética.
Os teus sussurros fortes enchem todo o espaço, abafam toda a música que toca no quarto.
Afasto o chuveiro no momento que sinto anteceder a tua explosão.
Agora brinco contigo. Sinto-te perdida, mas não te deixo ainda explodir.
Fecho a torneira, abraço o teu corpo tremente num longo beijo.
Saimos do duche.
Seco-te.
Continuas perdida.
Emites sussurros sem nexo.
Acalmas um bocadinho e olhas-me com um ar intrigado.
Volto a estender-te na cama desalinhada, concentro o meu peso entre as tuas coxas.
– Toma-me, possui-me – sussurro-te.
A nossa dança de lenta e suave, progressivamente torna-se frenética.
Todo o teu corpo se transforma num espasmo, numa convulsão.
Contenho-me, prolongo, prolongo até à tua insuportabilidade, até à minha insuportabilidade.
A insuportabilidade transforma-se num vulcão que te inunda de lava quente, que sinto jorrar de mim para ti e escorrer de ti para os lençóis.
Lentamente a calma vai regressando aos corpos que tremem ainda.
Por entre as tremuras dos corpos estenuados as línguas ávidas misturam-se encharcadas de volúpia.
Até já.
Cum to Me

7 comentários:
Que texto bom!
Beijo,
Alice.
Intenso, sentido... vontade de...
Thanks Moonlight!
Who are you?
Cum to Me
No one :)
Só escrevi no seguimento do comment da Alice, bom texto,bem escrito, intenso, transparece paixão.
Agrada-me quando a doçura também pode ser irreverente... no fundo todos temos vontade de viver assim
Continua Cum
Moon
arrepiante...um sussurro
intenso...
Gostei da imagem escolhida, faz parte de um conjunto todo ele muito bom.
Gostei da intensidade que se vive por aqui!
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