Suavemente,
Paulatina mas firmemente,
Intrometeste-te nos meus dias, nas minhas noites,
Construiste um delito, o meu delito,
Pecado, meu, teu, diário.
Nas tuas palavras
eu já não sou eu.
Nas tuas palavras
eu já sou tudo.
Nas tuas palavras
desfaço-me e refaço-me,
ao teu jeito.
Nos teus sonhos,
cúmplices,
eu já somos nós.
Nos teus olhos
eu já sou tu.
Nos teus olhos
desfaço-me e refaço-me,
ao teu jeito.
Nas tuas mãos
eu já sou o mundo.
Nas tuas mãos
desfaço-me e refaço-me,
Ao teu jeito.
No teu corpo
eu já sou nós.
No teu corpo
desfaço-me e refaço-me,
Ao teu jeito.
Nos nossos desejos
Nós já não somos nós.
Nos nossos desejos
desfazemo-nos e refazemo-nos,
Ao nosso jeito.
Na tua emoção
eu já sou tudo:
Perdições, Reencontros, Desencontros,
Lágrimas, Risos, Sussurros, Gemidos,
Caminho, Atalho, Vulcão,
Fruto, Ventre,
Dedos, Mãos, Seios, Pernas, Nádegas,
Palpitações, Espasmos, Contrações,
Prazer, Calor, Êxtase, Avassalador,
Suores, Odores,
Volúpia, Luxúria, Amor... Amore!
Na tua emoção,
desfaço-me e refaço-te,
ao nosso jeito.
Paulatina mas firmemente,
Intrometeste-te nos meus dias, nas minhas noites,
Construiste um delito, o meu delito,
Pecado, meu, teu, diário.
Nas tuas palavras
eu já não sou eu.
Nas tuas palavras
eu já sou tudo.
Nas tuas palavras
desfaço-me e refaço-me,
ao teu jeito.
Nos teus sonhos,
cúmplices,
eu já somos nós.
Nos teus olhos
eu já sou tu.
Nos teus olhos
desfaço-me e refaço-me,
ao teu jeito.
Nas tuas mãos
eu já sou o mundo.
Nas tuas mãos
desfaço-me e refaço-me,
Ao teu jeito.
No teu corpo
eu já sou nós.
No teu corpo
desfaço-me e refaço-me,
Ao teu jeito.
Nos nossos desejos
Nós já não somos nós.
Nos nossos desejos
desfazemo-nos e refazemo-nos,
Ao nosso jeito.
Na tua emoção
eu já sou tudo:
Perdições, Reencontros, Desencontros,
Lágrimas, Risos, Sussurros, Gemidos,
Caminho, Atalho, Vulcão,
Fruto, Ventre,
Dedos, Mãos, Seios, Pernas, Nádegas,
Palpitações, Espasmos, Contrações,
Prazer, Calor, Êxtase, Avassalador,
Suores, Odores,
Volúpia, Luxúria, Amor... Amore!
Na tua emoção,
desfaço-me e refaço-te,
ao nosso jeito.
SABES?
Havia uma feiticeira com olhos como os teus,
Princesa, como os teus.
Pela manhã, depois de chover,
passeava pela floresta e ouvia os pássaros cantar na laranjeira,
o que a encantava.
Eu estava lá mas ela nunca me via.
Porquê, Pecado? Porquê?
Na terra húmida a feiticeira desenhava círculos
e estrelas
como os que tu desenhas nos meus sonhos, Delito, Pecado.
Olha,
havia uma feiticeira com uns cabelos como os teus,
sim, como os teus, Pecado, Delito, Amor, Amore.
Pela tardinha cantava harmonias silenciosas
que embalavam o meu navio.
Ela sabia,
e depois sorria,
como tu, Pecado, Delito, Amor, Amore.
Estendia os braços
e envolvia-me nas suas palavras.
Sim, também como tu, Pecado, Delito, Amor, Amore.
Quando a noite caía
ela aproximava-se do cais onde o meu navio costumava atracar,
e ficava a olhar encostada ao paredão.
A feiticeira vestia de negro.
Como tu, Pecado, como tu.
E dos olhos negros da feiticeira caiam lágrimas,
como as tuas,
Pecado, como as tuas.
A feiticeira olhava o mar,
a espuma,
enquanto as gaivotas esvoaçavam à sua volta.
Do alto-mar eu estendia-lhe os meus braços,
cúmplice,
e ela acariciava-me nas suas palavras
e sorria, como tu, Pecado, como tu.
Pela noite o navio chegava ao cais e eu dizia-lhe:
sobe o teu vestido, dá-me a tua mão,
Havia uma feiticeira com olhos como os teus,
Princesa, como os teus.
Pela manhã, depois de chover,
passeava pela floresta e ouvia os pássaros cantar na laranjeira,
o que a encantava.
Eu estava lá mas ela nunca me via.
Porquê, Pecado? Porquê?
Na terra húmida a feiticeira desenhava círculos
e estrelas
como os que tu desenhas nos meus sonhos, Delito, Pecado.
Olha,
havia uma feiticeira com uns cabelos como os teus,
sim, como os teus, Pecado, Delito, Amor, Amore.
Pela tardinha cantava harmonias silenciosas
que embalavam o meu navio.
Ela sabia,
e depois sorria,
como tu, Pecado, Delito, Amor, Amore.
Estendia os braços
e envolvia-me nas suas palavras.
Sim, também como tu, Pecado, Delito, Amor, Amore.
Quando a noite caía
ela aproximava-se do cais onde o meu navio costumava atracar,
e ficava a olhar encostada ao paredão.
A feiticeira vestia de negro.
Como tu, Pecado, como tu.
E dos olhos negros da feiticeira caiam lágrimas,
como as tuas,
Pecado, como as tuas.
A feiticeira olhava o mar,
a espuma,
enquanto as gaivotas esvoaçavam à sua volta.
Do alto-mar eu estendia-lhe os meus braços,
cúmplice,
e ela acariciava-me nas suas palavras
e sorria, como tu, Pecado, como tu.
Pela noite o navio chegava ao cais e eu dizia-lhe:
sobe o teu vestido, dá-me a tua mão,
encosta-te ao paredão,
e ela era eu e eu era ela e nós eramos nós
e nem ela nem eu eramos outros.
Pilares de pontes trementes, gemidos sussurrados na escuridão,
Tesão!
Na espuma das ondas
Desfaziamo-nos e refaziamo-nos,
ao nosso jeito.
e ela era eu e eu era ela e nós eramos nós
e nem ela nem eu eramos outros.
Pilares de pontes trementes, gemidos sussurrados na escuridão,
Tesão!
Na espuma das ondas
Desfaziamo-nos e refaziamo-nos,
ao nosso jeito.
Bacio per Te
Cum to Me


2 comentários:
tão bom!!!! :)
gostei. muito.
e vou voltar... ;)
beijinhos!
Amei tão belas palavras
Bacio per TE
Peccato
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