THIS IS MY INTIMATE SPACE!!!

"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos"
Antoine de Saint-Exupéry

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ROUBEI-TE UM BEIJO!
Hoje aprendi uma coisa importante, uma coisa que não sei ensinar a ninguém. Nem tudo o que se sente se pode ensinar.
A velha canção diz que “A kiss is still a kiss, a sigh is just a sigh”...
But the singer is not right.
A sigh is not just a sight, you proved it to me.
Yes, a kiss is still a kiss, but it is much more.

É que... roubei-lhe um beijo... confesso. Chamem a polícia!
Não, não foi daqueles em que caímos redondos no chão, entrelaçamos línguas, desfazemo-nos em tesão.
But it was much more than a kiss.
It was a light kiss, a delicious touch of lips, an overpowering touch of tongues.
It was more like a first kiss, an adolescent kiss, immature, full of fear as it is normal in a first kiss.

And it was devastating.
The sweetness, the sweet taste of her lips, of her tongue, will remain forever and ever in my memory.
After all it was the first kiss.
My lips are still dormant, this dormancy is a memory of a lovely woman, my beloved witch.
A thrill, a shudder of all my body, nearly a faint.
A kiss that will stay in my memory more than the first touch of tongues in a spring day at my elementary school.
I learned today that a kiss is not just a kiss.
Especially a kiss that is a gift from a flower to a garden.
Thanks God you exist.
Thanks to you, my enchantress, I feel now that I exist.
Thanks to you!


ESTADO DE URGÊNCIA



Apesar das aparências tu já sabes a diferença.
Urgência enlouquecedora de desesperos.
Agora, urgente, enrosco-me no teu sonho e desfaço-o onde o Sol seca o orvalho que ficou da madrugada.
Interrogo-me.
Onde estiveste toda esta eternidade?
Por onde andaste todo este tempo?
Percorremos tempos que não se cruzaram. Até espaços.
Vivemos desfazamentos, desencontros, desenganos.
Talvez tenha passado por ti na multidão sem te ver.
Chamámos um pelo outro e não respondemos.
Ouvi o teu nome.
Ainda estendi a mão mas não te agarrei.
Como água esvaíste-te por entre os meus dedos.
Agora descubro que te vislumbrei num sonho que se desfez.
Antes tudo ficou a meio.
O gemido ficou a meio e nem sequer foi gemido.
O olhar foi tímido e também ficou a meio e nem sequer foi olhar.
O toque, so o houve, apenas um afloramento deixado a meio e nem sequer foi toque.
Foste tu, naquele dia que me pediste amor?
O pedido ficou a meio e não estremeci porque nem sequer foi sussurro.
Quando acordei eras a angústia de uma vida que foi meia, sempre meia e nem sequer foi vida.
E eu caído no chão ia apodrecendo... até meio.
Mas depois encontrei a outra metade dos teus olhos que afinal era a outra metade de mim.
E tudo, tudo o que era “todo o tempo do mundo” se tornou urgente.
Foi declarado estado de emergência.
Tudo se tornou urgente porque o tempo ficou a meio.
Porque descobri a metade de mim inacabado sem ti.
Urgente o amor.
As palavras urgentes.
Urgente deixar para trás a metade que foi angústia, solidão, desespero.
Urgente esconjurar lamentos.
Urgente esconjurar ódios, solidão e crueldades.
Urgente inventar alegria.
Urgente louvar-te.
Urgente percorrer as madrugadas do teu corpo.
Urgente embebedar-me de ti.
Urgente cheirar-te, ouvir-te, abraçar-te, saborear-te.
Urgente sentir-te tremer, gemer, gritar.
Urgente dar-te as rosas que não te dei porque ficaram a meio.
Urgente multiplicar os beijos.
Urgente entregar-me, urgente possuir-te.
Urgente percorrer as searas antes que as papoilas murchem.
Urgente mergulhar nos rios que correm pelos vales do teu corpo.
Urgente partilhar noites e manhãs claras.
Urgente aquecer-te no Inverno.
Urgente arrefecer-te no Verão.
Urgente proteger-te.
Urgente recomeçar-te.
Urgente ter, permanecer, ficar.
Urgente amar.
Urgente embebedar-me entre os teu lábios numa loucura que desce à garganta.
Urgente oferecer-me aos teus flancos, possuires-me no teu feitiço, feiticeira.
Urgente enredar-me no teu corpo.
Urgente com as minhas mãos prender-te a cintura no teu espasmo.
Urgente o fogo que dentro de ti me queima entre os teus lábios.
Urgente arquear-te as ancas.
Urgente que toda a música perdida ecoe e se torne nossa.
Urgente o amor.
Urgente eu ser tu, tu seres eu, nós sermos um.
Urgente percorrer as ruas e os caminhos do teu corpo e do teu ser.
Urgente a sombra dos arvoredos, os picos das montanhas, os vales dos rios.
Urgentes as tempestades nos mares.
Urgentes a ilhas.
Urgente Paris, Veneza, Roma, Atenas, Amsterdão, Cairo.
Urgente emergir em estado de emergência.
Estado de urgência, estado de emergência.
Toda a música é emergente, urgente.
Urgente é o amor!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A TI!

Os teus olhos são negros,
Porque se não existisse a Grécia
Não seriam negros os teus olhos.
 
Os teus lábios são carnudos,
doce sedução,
Tentação,
Volúpia,
Luxúria
E se a Grécia não existisse,
Os teus lábios seriam apenas lábios.
 
A tua língua envolve-me,
Revolve-me,
Mas se a Grécia não existisse, apenas seria mais uma língua.
 
Os teus seios são êxtase,
São dádiva que acaricio,
Aperto,
Mordisco,
Engulo.
São seios gregos,
Porque se não fossem gregos,
Não seriam nem dádiva, nem êxtase.
 
O teu ventre é alvo,
Palpitante, trémulo,
Ou não fosse um ventre grego.
 
As tuas ancas arqueiam,
pedem,
exigem,
imploram.
Se não fossem gregas, seriam ancas simplesmente.
 
As tuas coxas apertam-me,
São coxas gregas,
Trementes prisões do meu corpo,
Ou não fossem elas gregas.
 
A tua vagina deseja,
Tesão,
Insiste,
Franqueia,
É grega a tua vagina,
Porque se não fosse a Grécia,
O meu esperma não jorraria assim nas tuas entranhas.
 
Os teus gemidos são Luxúria,
Porque se não fosse a Grécia,
Não gemerias tão perdida,
E eu nunca te teria amado assim!
 
 
APENAS O JOGO #6
 
 
 
Estou deitado, queres que relaxe, obedeço. Respiro fundo... adivinho os teus intentos, vais mimar-me.
O creme cheira a amoras bravas. Sinto o teu doce corpo sobre mim, as tuas coxas quentes que me ladeiam as ancas. Sinto que deixas correr um fiozinho de amoras ao longo das minhas costas. Arrepias-me. Suavemente espalhas o cheiro nas minhas costas, em todo o meu corpo.
Encaminhas-me a entrar num outro mundo, um outro universo, onde só exploras as minhas sensações, onde só te dedicas aos meus músculos.
As tuas mãos massajam todos os meus músculos, tendões. As amoras bravas excitam. Segredas, “quero-te todo molinho, meu bebé”.
Já não sei se estou para lá, se para cá. Sinto a brisa que entra no quarto pela nesga da janela. Fecho os olhos e sinto as tuas mãos, os teus dedos a apagar gradualmente o meu cansaço.

É relaxante sim, mas é mais... muito mais! Consegues transfigurar a minha tensão em tesão.
O teu corpo roça-se no meu, pedindo pelo toque que faça com que o desejo que vai nascendo em ti seja satisfeito. Dás-me carícias, doces calmas, pacientes.
É só nisso que queres que pense. Vais resvalando lentamente pelo meu corpo. Derramas mais um pouco de creme, recuas, sinto agora os teus joelhos abraçarem as minhas pernas. Sobem húmidas pelas minhas pernas, afagam-me o interior das coxas. Afloram o meu sexo. Demoras-te especialmente aí, na minha tesão. As tuas mãos vão-no saboreando todo, pacificamente. Sinto, no meio do sonho, que começas a ficar agitada. Talvez estejas prestes a não conseguir ir até ao fim da massagem. Não sei. Apenas te sinto. Apenas sinto que o meu cheiro misturado com amoras silvestres te enebria.
O meu desejo cresce. O teu desejo, sinto-o, já parece quase insuportável para ti.
Passas-me o creme de novo nas pernas. Dedo a dedo, pareces sentir a minha serenidade dar lugar à excitação.
Começo a perder-me no desejo do teu corpo, no teu cheiro. Quero saborear-te.
Viras-me com movimentos cheios de tesão.
Derramas o resto do creme no meu peito. As tuas mãos percorrem-me o peito numa dança de amor.
Derretes-me de excitação enquanto me voltas, doce, a aflorar o sexo. Mas agora são os teus lábios, a tua língua que sinto. Deves sentir o desejo que o meu sexo evidencia.
Sentas-te agora em cima da minha cara. Pareces pedir que te penetre com a minha língua enquanto me acaricias com a tua.
Continuo a perder-me e a reencontrar-me no teu corpo, no sabor que o teu corpo me deixa na boca.
Sinto o teu beijo percorrer o meu corpo, o meu peito, o meu sexo, fazes-me tremer. Sei que queres que o meu prazer, hoje, seja pela tua boca, sinto a tua língua correr-me, sinto-a a tocar-me, ávida. O meu sexo responde-te ainda mais, pede a tua atenção. Inicias um calmo beijo, molhado, sinto-me arrepiar, sinto o teu beijo, a tua língua percorrer-me, páras aqui, páras ali, vais-me saboreando pacificamente, respiro ofegante na tua doce entrada deixando-te ainda mais molhada. Dizes, “é tua, bebe-a, chupa-a, morde-a”. Fazes o mesmo comigo. Esfregas-te na minha cara perdida de tesão. Já não sabemos bem o que pedir, excepto prazer, prazer, prazer, Luxúria, amor.
Mas certo é que o teu corpo parece estar a satisfazer-se e sim, o meu desejo do teu corpo também se vai satisfazendo, calmamente continuo a saborear o teu corpo. Aí como eu gosto do teu sabor, de o sentir na minha boca, sentir o teu desejo, o teu pulsar na minha língua. Se a minha boca já brincava contigo, agora com a ajuda da minha mão e dos dedos que te penetram, a diversão é imensa. Queres mais. Quero que sintas o que eu sinto quando me esvaio dentro de ti.
A tua boca e a tua mão continuam na loucura do meu sexo. Gemes. Oiço-o. Sinto-me tu. Sentes-me crescer mais na tua boca que não pára de me atormentar com prazer.
Estou quase a vir-me com a tua tesão.
Aos poucos aumento a intensidade do toque, das carícias, dos mimos. Quero o meu orgasmo na tua boca, quero ficar com o teu sabor na minha boca. O teu corpo estremece cada vez mais, o meu, pelo uso da boca, acompanha quase que solidariamente o teu aumento de intensidade, ambos começamos a sentir que ELE está a chegar, aproxima-se a passos largos, sinto as vibrações do teu corpo a aumentar, sinto o teu respirar cada vez mais acelerado, tenho que manter algum controlo em mim, a minha língua trabalha com a intensidade e a força que lhe são permitidas, a tua mão que me acaricia esforça-se por manter a intensidade constante.
Vens-te na minha boca, venho-me na tua, cheia de mim. Sinto o teu tremor. Que delícia fazer-te tremer e gemer assim.
Recebes-me de boca entreaberta. Bebes-me, lambes-me, chupas-me enquanto te vens doidamente na minha cara. Bebo-te, lambo-te, chupo-te. Os dois, em uníssono, deixamo-nos levar entre gemidos e contracções involuntárias, apenas comandadas pelo delírio dos nossos orgasmos.
As nossas respirações acalmam lentamente.
Beijamo-nos intensamente. Embalamo-nos em silêncio.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

E ainda mais para ti, Luxúria:
APENAS O JOGO #5
 
Calma, Amor, calma. Beijo-te, sossego-te, afago-te as nádegas ainda trémulas da volúpia sentida, Luxúria, percorro-te a pele com os meus dedos suaves que trilham as tuas costas. Sentirás mais e mais e mais. Ainda agora começámos a magia.
Mas agora, calma. Sente apenas. Fecha os olhos. Adormece. Adormeces. Tens um dormir suave. Tens as mãos presas nos meus dedos transpirados da tua entrega avassaladora, inebriante, mágica, poderosa, intensa... Prazer!
Agora quero povoar-te os sonhos.
Aconchego a cabeça no meu ventre. Gosto do teu cheiro doce a amor. Estás em todo o lado.
Sinto-te no cheiro doce que está no ar. Acalmo-te. Sereno-te. Quero excitar-te até à loucura.
Suavemente volto a acordar-te com um longo beijo que te percorre o corpo, milímetro a milímetro. Levantamo-nos daquele que ainda há pouco era o nosso leito de loucura. Sacudo-te o orvalho dos cabelos. Continuamos abraçados como um só. Nenhum se atreve a quebrar o silêncio daquele jardim encantado.
Sentes o fresco da manhã nas tuas pernas, no teu cabelo.
Sorris ao recordar a noite. Apertas-me mais contra ti. Amo-te tanto. Obrigado por seres tão maravilhosa.
O cheiro a loucura permanece.
Fechas os olhos por momentos. Invade-te uma felicidade sublime. Tens medo de acordar.
Levo-te ao colo como se fosses o meu bebé.
Entro contigo na casa de banho em que a única luz vem de uma imensidão de velas espalhadas por todo o lado.
Sussurras-me ao ouvido: amo-te. Deito-te na cama de espuma que preparei para ti.
Juntamo-nos. Encaixas-te nas minhas pernas.
Os teus dedos começam a brincar com a espuma, fazendo desenhos na minha pele. Sentes que nos desejamos de novo. Mergulho nos teus olhos e sentas-te ao meu colo, de frente para mim, pernas escancaradas. Sentes de novo a minha tesão. Estou duro. Delícia. Queres-me de novo em ti. Obedeço. Estou ali para te servir.
Seguras no meu membro e encaminha-lo para o interior das tuas coxas. Brincas com ele. Acaricias levemente os teus lábios húmidos como se fosse a minha boca. Queres que sinta a tua suavidade.
Prendes-me os braços num imenso e terno abraço e afundas-te em mim, até tocar o teu limite. Arqueias as costas e invado-te ainda mais.
Procuras os meus lábios. Contornas os meus lábios com a língua. Mordes-me levemente e beijas-me ao ritmo das tuas ancas. Invades-me. Absorves-me.
Movimento-me em ti. Devagar primeiro.
Vou entrando, saindo. O ritmo aumenta. Entro, saio.
Abrando. Peço-te para teres calma, estás a perder o controle. Quero que te percas, mas devagar. Quero ver os teus olhos mudar de cor.
Intensifico os movimentos. Sugas-me. Começas a vir-te. Sou eu que te faço vir. Vens-te, vens-te, vens-te longamente.
O tremor do teu corpo, as convulsões da tua entrada mergulhada no banho tépido de espuma fazem-me perder num orgasmo louco sem conseguir suster a força com que te vou encher.
Sentes-me vir dentro de ti, todo dentro de ti.
Tremes. Tremo. Beijo-te. As nossas línguas dançam em uníssono numa dança sem fim.
Sinto o cheiro das velas já apagadas. A água, já mais fresca, arrefece os nossos corpos ardentes de paixão.
Os teus olhos ficaram com a cor do amor. Amo-te. Haverá mais. Estamos no início.


REFLEXÕES...
 
 
Na solidão desta infinita floresta densa onde procuro indícios de mim próprio e os meus próprios cacos para me reconstruir, passo muito tempo a reflectir sobre mim, sobre ti, sobre nós e sou capaz de desenhar o nosso próprio perfil, vislumbrar aquilo que podemos querer e não querer da vida.
Levanto as folhas caídas no Inverno e vislumbro desejos de admiração profunda-recíproca-mútua, amor incondicional. Afectos, carinhos, ternuras, compreensões.
Em reflexão compulsiva surges-me sonho-mulher diferente de todas as que já comigo percorreram caminhos da vida, que me possuiram e que eu possuí, todas tão iguais, todas tão diferentes.
Olho-as sequencialmente dispostas na parede de uma galeria de arte, da esquerda para a direita ou do passado para o presente e cada uma é diferente das outras e, à medida que percorro a linha do tempo, constato que cada uma é uma espécie de soma das anteriores. É como se a mulher amada num determinado momento fosse um somatório das amadas no passado. Tudo acontece como se a minha reacção a um conjunto de estímulos físicos e comportamentais, heterogéneos porque diferentes, como se esses estímulos tivessem um efeito aditivo potenciador de uma reacção minha qualitativamente nova e quantitativamente superior.
Cada amor acrescenta assim qualquer coisa ao anterior, cada amor é avassaladoramente maior. Cada amor é uma reconstrução dos anteriores num conjunto mais rico e estimulante dos amores passados que se foram somando com o tempo e que tu concentras no teu ser divinamente luxuriante. Tu és tu, nova, acrescida da soma do que de avassalador fui encontrando nos caminhos que trilhei. Mas, tendo trilhado muitos há um dia em que os caminhos se fizeram auto-estradas e tu-nova-soma és agora o fim, perfeição anunciada e esperada ao longo de caminhos, atalhos, ruas e vielas e muitas e muitas estradas. Encontrei finalmente tu-nova-soma-perfeição e o resto do percurso poderia ser contigo, minha utopia... até que a morte nos separe.
Então agora configuro-te amiga, amante, confidente, a cúmplice de tudo o que eu fizer, bem ou mal, tu, condescendente, amante apaixonada. No teu corpo procuro o Sol e no teu coração a Lua, no teu amor o mágico fascínio e o cheiro das manhãs, que o teu silêncio me obrigue a sonhar. De dia, uma menina, à noite uma mulher na recriação diária de um sentido de romance, cúmplice, sempre cúmplice, doce pecado.
Um compromisso total. Fidelidade, confiança, relação exclusiva, desejo louco, mútuo, profundo. Acarinhar-te, surpreender-te, dar-te a mão, afagar-te o cabelo e beijar-te.
Ter planos conjuntos, partilhar, tomar conta de ti como tu de mim, ser a coisa mais importante no teu mundo, tu no meu, ser o único homem na tua vida, tu a única mulher na minha. Simetria, reflexo, simetria-reflexo. Tu, o centro do meu universo.
Amor louco na solidão da floresta que se embebeda pela linguagem impenetrável das aves que, dentro de mim, não deixam de gritar o teu nome numa paixão que é uma doença socialmente aceite, num amor-convulsivo, numa forma exacerbada de amor que mobiliza todos os sentidos para um fim único, transcendente, eroticofrénico, compulsivo.
Porque o amor-convulsivo terá que ser erótico-velado, explodente-fixo, mágico-circunstancial, ou então não será amor. Não sendo amor nem sequer se aproximará da paixão. Paixão, salto qualitativo, giant leap da mente, do corpo, do ser, da posse total, inquestionável.
“Vem-te!” não é uma ordem imperativa nem um pedido-imploração, nem sequer uma sugestão ou uma palavra. “Vem-te!” é um epifenómeno, é a tua convulsão perdida, é o teu grito explosivo. “Vem-te!” é consequência, não da estimulação físico-frenética da tua doce e macia entrada sumarento-palpitante de desejo, mas dum simples e quádrupulo potencial de acção que resulta do enlouquecimento do teu desejo por um amor verdadeiro franquando sinapses, possessivo-possuidor, exclusivo, galopante.
Tu és uma infinita fonte criadora de desejo, desejo-tesão avassalador-avassaladora. Desejo-tesão consubstanciado num ventre que obrigatoriamente cresce até ao espasmo em que a paixão expulsa de dentro de ti, para nós e para o mundo, um novo ser que se torna livre para voar, ser que és tu e eu, consubstância criada desse amor-tesão-paixão concretizado, dupla-hélice reconfigurada, recombinação rodopiante, crossing-over CTCCTAGGACTAAAGTCA de tu/eu, paixão rematerializada, nós.
No meu percurso embrenhado no carvalhal atrás destes montes, percurso solitário no caminho-não-atalho perdido ao sair da sensatez, o caminho que entre prados se insinua, rodeando-te de bálsamos, tu, a mulher ainda desconhecida, a mulher que um dia haveria de me aparecer num olhar de sabes-que-não-sabes-quanto-te-amo.
O meu amor convulsivo avoluma-se/acumula-se desde o primeiro dia em que soube de ti, amor-tesão-paixão-desejo de concretização nessa aveludada e húmida abertura que nos meus lábios jorra quentes ritmadas desvairadas golfadas de néctar orgástico num teu grito circunstancial que se perde nesta floresta renascida no universo onírico de me vir para ti, em ti, ao mínimo sinal da tua perdição-tesão desfazendo-me em golfadas de esperma, mas esperma consequente que te inunda o útero espasmódico, rompe barreiras ao encontro da concretização do teu próprio sonho reprodutivo que se consubstanciou no meu universo onírico, contigo também reprodutivo, conferindo significado ao significado da vida criadora que criamos e recriamos orgasmo a orgasmo. I wish to know the meaning of life!
Eroticofrenénico, inclemente, na procura da erupção de um vulcão que parte de uma fonte hidrotermal do mais profundo dos oceanos, que começa pelo tactear do teu corpo-Volúpia, da tua mente-Luxúria, pelo saborear do teu doce-salgado suor que brota de cada poro da tua pele fervilhante, que te aproxima e afasta da explosão, que te penetra-Ternura, transcende e condescende, no cumprimento e incumprimento sequencial do teu desejo-ordem-súplica, na posse de ti até que a lava brota das tuas entranhas num trovão ensurdecedor, no raio que atravessa a escuridão do céu de lua-nova e da noite faz dia, no estertor do teu corpo que do Inverno faz Verão, um combóio atravessa o deserto, no teu pedido de clemência ao qual sou surdo, no teu grito para parar que não me refreia os movimentos apenas os desacelerando por instantes, no retomar do frenético, no patamar sinusoidal do teu orgasmo imparável porque simplesmente não deixo que se desvaneça até que te desfaças e refaças a cada momento, descendente, ascendente, descendente, ascendente retomo, renasço dentro de ti alago-te, alagas-me, cumpro o desígnio milenar da consubstanciação da mistura num orgasmo que se reconfigura embrionicamente num futuro desejado-ansiado-prometido, recíproco, não-concluído, tomado-retomado, quando lá longe no espaço infinito nasce uma nova estrela quando invariavelmente a meiose se converte em mitose e se cumpre o milagre da recombinação e do crossing-over numa recombinação policiada por uma polimerase atenta-distraída, numa replicação eterna e monótona de cinco-linha para três-linha porque é sempre de cinco-linha para três-linha, subjacente à formação do novo, novo teu-meu, amor louco reafirmado no teu útero, renascimento de ti e de mim.
A tal ponto te amo que dou por mim num rodopio vertiginoso e chego a perder-me com a ilusão de que uma janela se abriu na pétala demasiado opaca ou demasiado transparente da loucura, que me encontro aqui sozinho, debaixo desta árvore qual Newton à espera da maçã e que, a um sinal, o qual, por maravilha, tarda em aparecer. Irei juntar-me a ti no seio da flor fascinante e fatal.
A suficiência total que reina entre dois seres que se amam deixa de enfrentar, neste momento, o mínimo obstáculo que seja.
Por seres única, nunca poderás deixar de ser, para mim, uma outra, uma outra que és tu mesma. Amada, amante, minha, teu, em nós reconstruídos.
Desconstruo-te e reconstruo-te a cada instante. Desconstróis-me e reconstróis-me a cada momento na edificação do novo, nem tu nem eu, mas um tu-eu, salto qualitativo, giant leap.
Se, desta apaixonante paisagem que um dia destes será arrastada pela maré, nada mais, além de ti, conseguir subtrair às fantasmagorias da verde floresta densa de carvalhos inebriantes, ao menos hei-de saber reproduzir esta música sobreposta aos nossos passos que ritma o arquear das tuas ancas e ilumina o arfar dos teus orgasmos em que mil elos visíveis e indivisíveis, na profunda noite do esquecimento calharam ligar ao meu o teu sistema nervoso, agora um só, coordenado porque eu já não sou eu e tu já não és tu, porque passámos a ser nós num único ser que é a nossa própria reconfiguração-reconstrução.
Reinventar-te. Hei-de reinventar-te para mim mesmo, pelo desejo que tenho de ver perpetuamente recriadas a poesia e a vida, vida nova, nascente, criadora-criada. Também tu me reinventarás. Reinventa-me! Nós!
Just because I love you, baby, how I love you, darling, how I love you, baby, how I love you, girl, little girl. But baby, Since I've been loving you I'm about to lose my worried mind!




 

 
IF YOU SHOULD LOVE ME http://www.youtube.com/watch?v=CeYhFVTSID8

If you should love me
Then I cannot be to blame
For loving you the way I do
If you should want me
Then you cannot really say
You cannot say it to me, baby
Mmmm... won't you love me true
'cause you got your way and, baby, I got mine
Darling, I love you
The only way I know
You know I know that it's gonna be good loving
For ever and a day
The way you want my love
You know you're gonna be my baby
And I'm feeling all
I'm feeling all right
Baby, love the way you walk
I love it when you're talking to me, darling
Yeah, won't you call my name
Now now now now
I wanna show you how to love
And loving should be good
'cause darling, we got it made
Made by you and me
Now now now now
I wanna be your loving man
Wanna love you all I can
I wanna show you, baby, baby, baby...
How to love you right
Baby, make you feel so good tonight
Baby, make you feel, feel so right
I know I really would if I could
If you should love me
Love me every day
Love me all the way
Baby, I love you
Love you all the time
I love you it's only right
If I love you every night
Then, I'll buy a diamond ring
Buy a diamond ring for your finger
Yeah, yeah, now, now, now
Everybody's telling me
That I must be mad to think it's very bad
'cause I love you and I know that you love me
Yeah, yeah, yeah, now
Yeah, love is really good to me
Loving really sets me free
Baby, I'm feeling, I'm feeling
I'm feeling all night
Now yeah, loving is really good and fine
Loving really frees your mind
Darling, darling, I'm feeing all right
Yeah, yeah, now now......
Come on, come on..........
Alvin Lee


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Fechado para obras até 6 de Maio.

Beijos ternos e doces.


Cum to Me!
E mais para ti, Luxúria:

APENAS O JOGO #4

 
Percorro um trilho de beijos por todo o teu pescoço até ao peito. Perco-me nos teus mamilos enquanto te afago as nádegas.
Oiço o teu “Quero-Te” que me faz querer-Te desvairadamente.

Querer-te e ser endiabrado.

Brincar contigo, Luxúria. Mantenho-te os olhos vendados.

Vá, vamos brincar. Temos todo o tempo do mundo.

Deito-te nos lençóis amarrotados, manchados aqui e ali pelos nossos líquidos vertidos pela nossa tesão.

Ajoelho-me ao teu lado. Deixo correr um fiozinho de mel sobre o teu ventre. Faço desenhos com ele. Tu tremes. Ouves a música. Uma gotinha em cada mamilo. Beijo-te os mamilos demoradamente, um de cada vez. Sugo-os. Depois espalho o fio de mel que tens no teu corpo com a ponta dos meus dedos. Faço desenhos. Desço agora. Entre os teus seios, até ao teu umbigo, encho-te o umbigo, desço, entre as tuas coxas. Vou espalhando o mel pelo teu corpo. Sentes a brisa? Deito-me sobre ti. Ouves a música? Os nossos corpos estão colados com mel. Beijo-te. As nossas línguas insinuam-se, contorcem-se na boca do outro. Abraço-te deitado sobre ti, as minhas pernas entre as tuas pernas. Estou duro. Ameaço entrar. Faço um jogo de ancas, entro um bocadinho, saio, entro poucochinho, muito suavemente. Páro. Fico quietinho um bocadinho dentro de ti. Arqueias o corpo que dessa forma pede mais, mais fundo. Eu permaneço quieto. Abraças-me com as pernas. Agora entro mais, mais fundo como o teu corpo pede. Fico quieto. Tu danças debaixo de mim. Eu controlo. Contenho-me. Não te preocupes. Eu controlo. Entro mais um bocadinho. Mais. Mais. Tudo. Entro tudo. Fico quieto. Demoradamente quieto. Tu mexes-te, danças ao som da música. Eu começo a sair devagarinho. Fazes força com as pernas sobre as minhas nádegas para me prender, mas eu vou saindo, saindo sempre. Agora entro de novo. Agora saio. Já não estou dentro de ti. A minha cabeça desce ao longo do teu corpo, fica de novo entre as tuas coxas onde bebo o teu néctar misturado com o mel. Seguras-me a cabeça, firme. Os teus dedos enredam-se nos meus cabelos. Mas não faço tenções de parar. Vou querer que te venhas na minha boca, vou querer beber tudo o que tenhas para me dar. Mas a minha língua é suave, doce. Sinto que começas a vir-te, ao longe. Cresce o teu orgasmo. Eu não páro, está descansada. Se deixar que, com o teu orgasmo a tua tesão diminua, excitar-te-ei de novo. Não te preocupes, temos todo o tempo do mundo, ainda agora começámos. Descontrai. Vem-te, vem-te tudo. Vem-te para mim, Amor. Gritas, praguejas, invocas duendes e fadas. Saltas, arqueias as ancas, bamboleias as nádegas. Que volúpia. Que sensualidade. Que gosto. Já te estás a vir há um bocado. Continuas a segurar-me a cabeça e a minha língua continua a brincar dentro de ti. Cada vez mais devagarinho. Cada vez mais suave. Cada vez mais lenta. Estás cansada. A minha língua pára finalmente. Subo o teu corpo outra vez. As nossas bocas partilham os teus sabores. Segredo-te, “ainda estamos no início”. Tu ainda tremes um bocadinho. Acendes um cigarro e eu tenho a cabeça deitada no teu ombro. Partilhas o cigarro comigo.
Tenho sede.
Enches a tua boca de água gelada e dás-me à boca.
Eu bebo. Pegas no lenço de seda e vendas-me os olhos. Viras-me. Estou deitado, virado para cima, quieto, muito quieto, de olhos vendados. Sinto a música, sinto a brisa, sinto a tua respiração. Segredas-me ”ainda agora começámos”. Deixo-me ficar quieto. Oiço-te dizer, “agora controlo eu”. Estou quieto. Oiço a música, sinto a brisa, sinto a tua respiração.
Sinto a tua respiração ainda ofegante no meu ouvido.
Sinto-te ainda a tremer de delírio. Sinto as tuas palavras.
Vendáste-me os olhos. Intensifica os outros sentidos. Queres que me concentre no tacto.
Dizes “ouve a música, sente a brisa a acariciar-te, sente-me”.
Sinto a tua húmida intimidade roçar no meu corpo.
Massajas-te em mim. Encharcas-me o corpo com a tua volúpia que ondula escancarada no meu corpo. A seguir, de joelhos sobre a minha cabeça, dás-me a saborear a tua quente doçura que já me espalhaste pelo corpo.
Tento agarrar-te, sôfrego de ti. Não deixas. Queres brincar. Repetes “ainda agora comecei”.
A tu língua desliza ao encontro do meu membro. Deliro. Estremeço.
Mordes-me suavemente como uma carícia.
A tua língua não pára de me enlouquecer. Segredas-me “sabes a sensualidade, cheiras a loucura”.
Roças-te com mais vigor. Estás a descontrolar-te.
“Controla-te miúda”, digo-te.
Tentas. Puxas de outro cigarro…absorves profundamente.
Rodas a minha cabeça ao encontro dos teus lábios e invades a minha boca, partilhas o sabor.
Os cheiros são tantos que nos embriagam. Sentes?
Mais calma, dizes “não te mexas, deixa-me amar-te, sente-me, ouve a música. sente a brisa, ainda agora comecei”.