THIS IS MY INTIMATE SPACE!!!

"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos"
Antoine de Saint-Exupéry

quinta-feira, 30 de maio de 2013

PRECISAS DE COLINHO, AMOR?

Puxo-te para o meu colo.
Sentas-te de frente para mim, abraças-me e, docemente, desces fazendo com que entre em ti.
As nossas bocas misturam sabores.
Estamos abraçados e tu vais-te mexendo, fazendo um movimento de vai e vem de apenas alguns milímetros enquanto continuamos o nosso imenso beijo.
Sinto que vou explodir e segredo-te “trava”.
Ficas muito quietinha e a onda passa devagar.
Passa, passa, afasta-se e agora sou eu que começo a movimentar-me.
Sinto-te gemer, meu amor e, a certa altura, sinto que vais rebentar.
Dizes “trava” e ficamos de novo quietos, muito quietos à espera que a onda se afaste.
Afasta-se e movimentas-te.
O teu interior que me envolve contrai-se e descontrai-se em espasmos quase frenéticos.
É uma sensação de imensa volúpia.
Vou vir-me “trava, amor”.
Tu travas, sinto um espasmo e sinto um jorro de líquido quente saído de mim que te inunda, que desce sobre mim.
No beijo sinto o teu sorriso.
Peço-te “fica quieta só mais um instante”.
Tu ficas.
Eu continuo então... a onda passou, o primeiro jorro acalmou-me e movimento-me.
Começo a sentir as tuas contracções, “vou vir-me” dizes, sinto o teu primeiro espasmo e páro.
Quieto. Quietos os dois num abraço imenso.
Talvez passem uns cinco minutos e começas de novo a tua dança, a minha excitação cresce, meu amor, minha paixão... volto ao mesmo, sinto que está quase e peço-te “trava”... travas.
Vamos repetindo o jogo.
Lá fora amanhece, os pássaros cantam e nós vamos jogando.
De vez em quando uma golfada minha inunda-te e tu travas, de vez em quando sinto um espasmo do teu orgasmo e travo.
Deixamo-nos estar na mesma posição.
Conversamos, contamos histórias.
E quando estamos mais calmos continuamos, inventamos ritmos, inventamos danças.

Cum to Me



segunda-feira, 27 de maio de 2013

DEPOIS DE DEPOIS DO CINEMA...
 
 
Pões-te de joelhos e passas as mãos meigas pelo meu membro que tão bem sabes endurecer. Liberta-lo do aperto dos jeans. Acaricia-lo com a tua respiração. Queres voltar a prová-lo.
Sinto de novo a tua língua a deslizar lentamente por ele todo, suavemente para cima, para baixo…para cima para baixo.
Metes um pouco dele na tua boca. Ouves-me gemer. Dou-te alento para continuares.
Absorves-me cada vez mais. Trincas-me docemente. Entro mais em ti e saboreias-me em câmara lenta. Não páras.
De pé acaricio o teu cabelo. Ajudo nos movimentos, na pressão.
“Quero-te todo”, sussurras, “quero a tua alma, quero beber-te, quero sentir o teu cheiro forte”.
Sinto-me estremecer. Sabes que em breve vais poder provar-me. Já me conheces tão bem.
Atingi o limite, Atingiste-me o limite. Venho-me copiosamente na tua boca. Tremo.
A tua língua mergulha no sémen da loucura que espalhas pelos teus lábios. Engoles. Lavas-me com a língua.
Seguro a tua cabeça e ajoelho-me à tua frente.
Beijamo-nos num beijo sem fim. Misturamos o meu sabor. Passas a língua nos meus lábios e na minha língua. Loucura. Loucura. Trememos abraçados.
Encostamo-nos ao carro e fumamos um cigarro. Em silêncio.
Que nunca mais acabe este momento.
És a mulher mais bela do mundo.
Abraça-me forte. Amo-te tanto…


 Cum to Me




 


domingo, 26 de maio de 2013

NOITE, DEPOIS DO CINEMA...


Está uma noite linda. O brilho dos teus olhos e o teu andar ainda trôpego pela emoção do filme dizem-me que desejas que seja eterna.
Entrelaço os meus dedos nos teus….apertas-mos como se tivesses medo que eu desaparecesse no luar.
Encostas a cabeça ao meu ombro e sussurras.
Caminhamos em silêncio.
Recordo os momentos anteriores. Como nos amámos no cinema.
Agora, ao luar, perco-me nos teus olhos. Eles dizem que me queres. Que me amas. Que me desejas.
Delicio-me.
Quero-te. Amo-te. Desejo-te.
Voltamos ao carro. Deambulamos pela noite.
Enquanto conduzo sinto a tua mão entre as minhas pernas. Acaricias-me, sinto o regresso do entumescimento que me provocas. Conduzo em silêncio enquanto me desapertas as calças e a tua mão inicia um doce vai e vem que me desconcentra.
Não consigo conduzir assim. Encosto.
Recosto-me no banco, tento concentrar-me na paisagem iluminada pelo luar.
É um local lindo…digno de um conto de fadas.
Continuas a manipular-me, deitas a tua cabeça sobre o meu colo, sinto a tua língua, o calor dos teus lábios, a tua saliva que escorre por mim.
Agarro-te os cabelos que acaricio enquanto a tu língua hábil me devassa e devasta.
Vais lambendo, chupando, sussurrando e eu, progressivamente, vou-me perdendo.
“Pára, não me deixes vir assim”, digo-te no auge da luxúria que me desespera.
És obediente. Páras. Desajeitado tento arrumar-me, o que é uma tarefa difícil, tal o estado em que me puseste.
Mal amanhado lá saio do carro com os jeans a comprimirem-me a imensa tesão que me provocas.
Sais também. Aconchego-te o xaile ao corpo. A brisa tornou-se fria.
Abraço-te por trás, sussurro ao teu ouvido que percorro com a língua provocações que sei que te excitam: “És minha, és tudo o que eu quiser, existes para o meu prazer!”. E acrescento “vou fazer-te o que nem sequer imaginas, vais explodir de prazer e esse será o meu prazer!”.
Sussuras gemidos incompreensíveis, contorces-te com os movimentos da minha língua na tua nuca, nas tuas orelhas. Empinas mais as nádegas e sentes, por cima da saia, como estou duro.
A tua respiração dispara. As tuas ancas reagem ao encontro das minhas. O teu desejo enebria-me, aguça ainda mais o meu querer-te.
Apeteces-me.
Agarro-te as mãos, afasto-te os braços em cruz e obrigo-te a dobrar o corpo sobre o capot do carro.
Liberto-me da pressão das calças que me caiem até aos tornozelos.
Sem te largar as mãos levanto-te a saia com os dentes deixando o teu traseiro exposto aos meus delírios.
Sempre a segurar-te os braços ajoelho-me por trás de ti e percorro-te com a língua húmida o espaço entre as nádegas que empinas, ofereces entre gemidos de luxúria perdidos de desejo.
Penetro-te, com a língua dura, encharco-te de saliva, mantenho-te os braços firmemente presos, exerço pressão sobre o teu corpo que obrigo a manter-se deitado sobre o capot do carro.
Ponho-me de pé e coloco-me duro entre as tuas nádegas encharcadas pela minha saliva. Com os pés afasto mais as tuas pernas mantendo-te todo o corpo imobilizado. Pressiono. Gemes. Pressiono mais. Entro. Sinto o teu corpo tremer e, ainda apenas aflorando a tua entrada inicio batidas que se vão aprofundando cada vez mais.
Contorces-te, tentas libertar-te, mas seguro-te com firmeza enquanto mantenho um vai e vem agora mais profundo, cada vez mais completo, dentro de ti.
Balbucias entre gemidos “sim, isso, forte, tudo, força” e empinas as ancas ao meu encontro.
Gemes, sussurras “vem-te, quero sentir-te”. Prolongo, contenho-me mas continuo sem diminuir o ritmo.
Ordeno-te imperativo “vem-te primeiro”.
Gritas, inundas o silêncio da noite com um rouco “venho-me, vem-te, vem-te tudo!”.
Sinto o teu orgasmo, o teu estertor, as tuas contracções espasmódicas que me enlouquecem.
Sinto que às golfadas te encho de mim.
Sussurras um “amo-te, é bom”. Ainda consigo mais uns movimentos até que páro.
Já não tenho forças para te segurar. Extenuado deixo-me cair no chão. Cais ao meu lado.
Ficamos no chão abraçados ao luar. Abraço-te, passo a mão entre as tuas nádegas e sinto os teus espasmos que vão expulsando o sémen que jorrou em ti no meu louco orgasmo que acompanhou o teu.
“Linda menina, portaste-te tão bem!”... “Lindo menino, enlouqueces-me, cumpriste a promessa!”.

Cum to Me
 
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

QUERES IR AO CINEMA?


Quando se me mete uma coisa na cabeça torno-me obsessivo. Não descanso enquanto não a ponho em prática, qual puto mimado.
Hoje quero levar-te ao cinema, nem imaginas o que me vai pela cabeça.
E não, não me perguntes porquê. Vens e pronto.
Habitua-te. Fazes o que eu quero. A única coisa que te posso dar em troca é manter a simetria nesta relação... que os teus desejos sejam ordens, mesmo que eu lhes desconheça o fundamento.
Nunca te perguntarei porquê. Não espero que, em relação aos meus, me perguntes porquê.
“Veste-te". "Vamos à rua".
"Quero que ponhas uma saia, mas sem nada por baixo". "Não ponhas roupa interior".
Visto os jeans e a t-shirt também sem nada por baixo.
Saímos.
Entramos no carro. Andamos uns quilómetros, calados.
Paramos à frente de um cinema. Uma sala qualquer. Pouco interessa.
Compro os bilhetes. Dois, lá para a última fila.
Entramos na sala escura, quase vazia.
O filme já começou.
Vamos para os lugares marcados. A fila está vazia como é costume na última fila. Desta vez não, mas às vezes apenas uns pares de namorados que se beijam. Mas agora a fila é toda nossa. Só lá mais para a frente é que há alguns espectadores.
Sentas-te no escuro.
Afasto-te as pernas e ajoelho-me à tua frente.
“Vá, vê o filme... o resto é comigo”.
Ergo-te as pernas, coloco os teus pés sobre as costas das cadeiras vazias da fila da frente.
Arregaço-te a saia. Estás completamente aberta. Obediente, não trouxeste roupa interior. Estás completamente exposta. Oferecida. És minha.
Olhas-me intrigada na semi-obscuridade da sala.
“Vá, vê o filme...”
Sentei-me no chão entre as tuas pernas erguidas.
Começo, mergulhado entre as tuas coxas, a percorrer-te com a língua.
Os teus dedos enovelam-se nos meus cabelos.
Sinto que, enquanto a minha língua te acaricia o teu cheiro se intensifica, o teu néctar inebriante começa a ser produzido cada vez com mais intensidade.
Agarras-me os cabelos com força. O teu sabor faz-me tesão. Estás enxarcada, eu estou duríssimo.
Tenho que abrir as calças. O aperto estava-me a incomodar.
Ajoelho-me. Encosto-me a tie penetro-te facilmente de tão molhada que estás.
“Vá, não me ligues, vê o filme...”
Há meia dúzia de pessoas sentadas lá à frente. Ninguém deu por nós.
Movimento-me lentamente. Acelero um pouquinho. Não páro, nunca.
Mordes o lenço de seda preto que trazias à volta do pescoço.
“Vá, concentra-te no filme”.
Continuo os movimentos ritmados dentro de ti, bem fundo.
Não soltas um gemido mas eu sinto as tuas contracções, os teus espasmos, sinto que começas a vir-te enquanto o filme corre.
Eu também. Torno-me mais lento e encho-te. Encho-te. Venho-me dentro de ti tudo o que acumulei antes. Tu sorris. Lágrimas de prazer correm pelas tuas faces.
Eu segredo-te... "é só o início". "Vamos passear, depois logo se vê".
Fecho as calças.
Levantas-te em silêncio na escuridão da sala. Vou atrás de ti em silêncio. Sorrio. Vejo o meu líquido que vai gotejando de dentro de ti por cima da alcatifa cor de vinho dos corredores onde não há vivalma.
Passo o braço por cima do teu ombro direito e ponho a mão por baixo do teu braço esquerdo.
O nosso andar é um pouco trôpego.
Acho que nos ajudamos um ao outro na marcha.
Sempre gostei de salas de cinema. Queres vir?
Saimos. Está uma noite linda...

 


Cum to Me

segunda-feira, 20 de maio de 2013


A LINHA DA SORTE...
repara bem nela quando me distancio!
 
Olhei para a palma da minha mão e reparei que tenho uma linha da sorte muito pequenina.
Não é que isso me assuste, pois não acredito na sina.
Mas diz-me, meu Amor, o que é que tu pensas disto?
É que a tua linha da sorte, grande ou pequena, não me interessa.
O que de facto me seduz é a tua linha de anca.
Porque é essa tua linha que eu adoro acariciar com as minhas mãos.
E acredito que, ao fim e ao cabo, é a tua linha de anca que é a minha linha da sorte.
A tua linha de anca é uma flor no meu jardim!
É o canto matinal de uma ave que define os nossos destinos.
Por isso enlouqueço de alegria todas as manhãs quando me imagino a segurar-te as ancas com ambas as mãos.
Enquanto as seguro firmemente posso perder-me contigo num longo beijo.
E um longo beijo leva-me a perder-me em ti.
É simplesmente a ave que define os nossos destinos porque a oiço cantar quando te vens.



Cum to Me
PROVOCA-ME MAIS!

ATREVE-TE AINDA MAIS!!!


PROVOCA-ME COMO NA CANÇÃO:

Me provoca,
Me provoca mucho
como si fuera ésta noche
la última vez

Me provoca, Me provoca mucho
que tengo miedo a perderte
perderte después

Me provoca,
Me provoca mucho
como si fuera ésta noche
la última vez

Me provoca, Me provoca mucho
que tengo miedo a perderte
perderte después

Quiero tenerte muy cerca
mirarme en tus ojos
verte junto a mi
Piensa que tal vez mañana
yo ya estaré lejos,
muy lejos de ti

Me provoca,
Me provoca mucho
como si fuera ésta noche
la última vez

Me provoca, Me provoca mucho
que tengo miedo a perderte
perderte después

Me provoca,
Me provoca mucho
que tengo miedo a perderte
perderte despues

que tengo miedo a perderte
perderte despues...


Cum to Me

sábado, 18 de maio de 2013

O QUE QUERO DA VIDA?


Estou fascinado,
deslumbra-me, para além de tudo, esse teu olhar…
Volúpia, Luxúria, Sussurro, Pecado!

Eu gostava tanto de ser… quero ser o teu melhor projecto!

Desafio-te,
vamos jogar um jogo muito perigoso,
desafiar a deontologia…
Alinhas?

Depois poderei dizer-te:
Mas há muito tempo que não vibrava tanto,
que não me sentia tão vivo!!
Muito obrigado, por isto, por aquilo, por tudo o mais…

Sim,
E se me perguntasses o que quero da vida
Não teria muito para dizer...

Bom, queria as tuas palavras de mulher,
o teu corpo de fêmea com o cio,
de  égua transpirada,
e a tua alma de menina!

Queria estar em qualquer lugar desde que fosse contigo,
com as tuas palavras, com os teus poemas!

Queria devorar esse teu corpo,
sugar-te, vibrar-te, tremer-te!

Queria que fosses a minha musa,
a minha razão de viver
e de despertar cada manhã.

Preferências?
Devorar a maldita distância que nos separa,
percorrer os teus caminhos,
pisar as tuas pegadas.

Esperar por ti numa esquina do tempo,
ouvir a tua voz, ter o teu sorriso
e segredar-te, sou eu!
Queres-me?

Quereres-me só a mim,
querer-te só a ti.
Bastar-te, bastares-me, bastarmo-nos.
Para sempre...

Depois dizer-te:
Fiquei aqui à tua espera
e o tempo não passou.

E prometer-te:
O tempo não passará.

E constatar que deixámos de ser uma impossibilidade.

Fundir-me no teu olhar,
enredar-me nos teus poemas
e beber nas tuas palavras todo o teu ser.

Enovelar-me no teu corpo, explodir em ti,
e enquanto te enredas no meu, explodires em mim!

Vês, não é muito!

Porque,
desde que fosses tu o meu amor,
o meu delito,
o meu pecado,
o meu sussurro,
o meu único porta-voz.

Soletraria a tua presença
e decifraria a tua essência.

E tudo poderia acontecer fosse onde fosse,
desde que fosses tu o meu amor,
eu seria o teu delito,
o teu pecado,
o teu sussurro,
o teu único porta-voz.

Soletrarias a minha presença
e decifrarias a minha essência.

Mas olha,
também queria que o tempo não fosse tempo,
mas que o Sol fosse sempre Sol,
e que o Mar fosse sempre Mar.

E também que as palavras nunca se gastassem...

Sim, e ainda que os campos fossem azuis...

Repara, é pouco!

Olha!
Enroscar-te na noite
partilharmos
e perderes-te nos meus sonhos!
e perderes-me nos teus sonhos!
E perdermo-nos nos nossos orgasmos!

Cantas os teus poemas e,
suavemente,
com os teus lábios
percorres os meus segredos.

E perdes-te no orvalho da madrugada?
Não tenhas medo!

Guiar-te-ão as minhas palavras,
as minhas mãos,
o meu corpo!

Enrosco-me na noite
partilho-me
percorro os teus segredos
tremes, gemes,
e perco-me nos teus sonhos.

Que sejas uma gota de orvalho que sorri para mim.
Queria surpreender-te,
Já viste a madrugada?
Eu vi-te lá!
 
Cum to Me




sexta-feira, 17 de maio de 2013

FOI UM DIA DE MERDA...
ESCREVO PARA RELAXAR!
Puxo-te para o meu colo. Sentas-te de frente para mim, abraças-me e, docemente, desces fzendo com que entre em ti. As nossas bocas misturam sabores. Estamos abraçados e tu vais-te mexendo, fazendo um movimento de vai e vem de apenas alguns milímetros enquanto continuamos o nosso imenso beijo. Sinto que vou explodir e segredo-te “trava”. Ficas muito quietinha e a onda passa devagar. Passa, passa, afasta-se e agora sou eu que começo a movimentar-me. Sinto-te gemer, meu amor e, a certa altura, sinto que vais rebentar. Dizes “trava” e ficamos de novo quietos, muito quietos à espera que a onda se afaste. Afasta-se e movimentas-te. O teu interior que me envolve contrai-se e descontrai-se em espasmos quase frenéticos. É uma sensação de imensa volúpia. Vou vir-me “trava, amor”. Tu travas, sinto um espasmo e sinto um jorro de líquido quente saído de mim que te inunda, que desce sobre mim. No beijo sinto o teu sorriso. Peço-te “fica quieta só mais um instante”. Tu ficas. Eu continuo então... a onda passou, o primeiro jorro acalmou-me e movimento-me. Começo a sentir as tuas contracções, “vou vir-me” dizes, sinto o teu primeiro espasmo e páro. Quieto. Quietos os dois num abraço imenso. Talvez passem uns cinco minutos e começas de novo a tua dança, a minha excitação cresce, meu amor, minha paixão... volto ao mesmo, sinto que está quase e peço-te “trava”... travas.
Vamos repetindo o jogo. Lá fora amanhece, os pássaros cantam e nós vamos jogando. De vez em quando uma golfada minha inunda-te e tu travas, de vez em quando sinto um espasmo do teu orgasmo e travo. Deixamo-nos estar na mesma posição. Conversamos, contamos histórias. E quando estamos mais calmos continuamos, inventamos ritmos, inventamos danças.


Cum to Me

quinta-feira, 16 de maio de 2013

PROVOCA-ME!

VÁ ATREVE-TE!
AINDA TE RECORDAS? #2
a tentação!!!


Ainda mal nos conheciamos apesar de já transbordarmos empatia e revelaste-me esse teu segredo de querer experimentar amor na tua bundinha.
Foi assim tão de repente que fiquei sem resposta. Resisti.
É certo que já tinhamos explorado umas abordagens tímidas e incompletas, mas não tinhamos ido ainda muito longe.
Já tinhamos feito amor a que poderei chamar “convencional” e tu foste um verdadeiro docinho na tua entrega. Dominei, fiz de ti o que me apeteceu, enchi-te e enquanto te enchia vinhas-te copiosamente no auge da minha tesão.
Lembro-me de te ter dito “tu não existes... é bom demais para ser verdade”.
Mas lançaste-me um desafio. É certo que eu sentia o teu desejo curioso de experimentar e eu, quanto mais pensava no assunto, mais vontade tinha de me vir na tua bundinha.
Ainda para mais, quando te acariciava a zona, com os dedos ou com a língua, te sentia excitadíssima. Mas uma coisa é acariciar, andar lá às voltinhas, outra é entrar, entrar tudo e configurar um vai-e-vem que a excitação facilmente transforma em frenético.
Por outro lado sentia que não deixavas de ter algum medo de uma penetração a sério apesar do teu manifesto desejo misturado com a curiosidade.
a segunda tentação!!!
Lembras-te? Foi naquele dia em que estávamos enrolados nos lençóis levados pela tesão e me sussuraste “queres agora?”. Nem disseste a que é que te referias, mas compreendi-te tão bem.
Tanta tesão, tanta vontade, já era irreversível. Há sempre um momento em que tudo é irreversível.
Lembro-me que te disse “bom, será com muita calma, muita ternura, muita preparação e, se te sentires incomodada pararei imediatamente e não se falará mais no assunto”. Respondeste “sim, mas quero tanto, quero agora!”.
Levei-te para a sala, agarrei-me a ti, beijei-te muito, sentia a tua língua invadir a minha boca, os teus lábios doces a acariciarem os meus. Era Verão, lembras-te?
Ao mesmo tempo apercebi-me que tu, apesar de te sentires cada vez mais excitada, tremias de medo. Devias estar a imaginar esta coisa dura e grande a invadir o teu corpo por onde querias mas que te assustava. Senti toda a tua ambivalência.
Mas percebi que sentires a minha imensa tesão te excitava ainda mais. Estavas mais molhada do que alguma vez te vira. Líquido doce escorria-te já pelo interior das coxas.
Deitámo-nos no tapete e, deitados, continuei a beijar-te passando frequentemente as mãos pelas tuas nádegas e atrevendo-me entre elas, o que te excitava ainda mais. Coloquei-me entre as tuas côxas e, suavemente, penetrei frontalmente a tua entrada naturalmente encharcada. A tua respiração evidenciava que o prazer que sentias era enorme à medida que eu fazia lentos movimentos de vai-e-vem.
A certa altura virei-te de barriga para baixo e deitei-me sobre as tuas costas. Sentias o meu corpo quente e nú sobre ti e esta coisa dura entre as tuas nádegas, enquanto eu te beijava e mordiscava a nuca. Mais excitada ainda parecias.
Sentias as minhas mãos de homem apertarem-te a cintura. “É bom”, disseste. Lembras-te?
carinho!!!



A certa altura os meus lábios começaram lentamente a descer pelas tuas costas, a língua a acariciar-te, até que começei a mordiscar-te as nádegas. Com as minhas mãos fiz-te erguer as nádegas e gemeste de prazer ao sentir que a minha língua húmida e quente rodeava o destino combinado. Sentiste a língua penetrar-te e estremeceste. Mas era apenas a língua. Dava-te imenso prazer. Percebi pela maneira como erguias mais as nádegas ao meu encontro. Eu ia fazendo um doce movimento de vai e vem que te excitava muito. “Delicioso”, disseste entre gemidos de prazer.
Agarrei numa almofada que coloquei debaixo de ti e te mantinha as nádegas levantadas e molhei-te todo o espaço entre as nádegas com a minha mão encharcada daquele aromático lubrificante que tinhamos comprado. Lembras-te? Foi no supermercado quando fomos comprar outras coisas e tu disseste “levamos também isto, nunca se sabe se precisaremos”.
Então penetrei-te apenas com a ponta de um dedo, devagarinho... e pareceu-me que gostavas. Andei ali como que a brincar à entrada durante muito tempo e excitei-te mais.
Então, muito docemente, sentiste o dedo ir mais fundo e percebi que continuava a ser bom para ti. Disse-te “descontrai-te, relaxa, amor”. Tu sentias-te cada vez mais invadida de um imenso prazer. Estavas já totalmente relaxada e os dedos, suavemente, passaram a dois e depois a três. Lembro-me de te ter ouvido dizer “é uma sensação estranha, de um prazer novo, mas sem ser doloroso”.
Depois tirei muito devagarinho os dedos e sentiste que o meu membro duro aflorava aquela entrada que já me endoidecia de tesão. Agora apetecia-te que eu entrasse.
Não entrava, andava ali às voltas como que a explorar, enquanto te beijava a nuca e te percorria o corpo com as mãos.
O teu desejo foi mais forte e disseste “vá, devagarinho”. Forcei um pouco e entrei um bocadinho, só um bocadinho, apenas um ou dois centímetros. E movimentei-me num novo vai e vem, sem nunca entrar mais do que esses dois centímetros. Os teus gemidos eram de prazer. O que eu sentia era bom, muito bom. Ergueste mais as ancas e senti que querias mais ao mesmo tempo que sentias a minha excitação e pedis-te “vá, mais”.
“Calma amor, deixa-te estar quietinha, descontraída, relaxa”, segredei-te.
Então coloquei as minhas mãos por baixo das tuas coxas, ao nível das virilhas, e puxei-te ternamente em direção a meu corpo.
Estava a ir mais fundo. Sempre devagar, doce, sempre com movimentos de recuo e de avanço. E lá fui, devagarinho, entrando. Não te queixavas. Apenas sentia a tua respiração excitada.
Recordo-me que uns dias depois me disseste: “era bom, um bom diferente de todas as experiências que tinha tido antes, não sei que palavras usar, talvez deliciosamente estranho".
E continuámos. “Fica quietinha, estou todo dentro de ti”, surpreendi-te, pois nem sequer te tinhas apercebido de que tinha ido já tão fundo que te enchia completamente.
Fiquei então muito quieto. Queria que te acustumasses.Passado um bocadinho começei a fazer movimentos lentos, suaves e cuidadosos.
Também me disseste depois “era uma sensação nova, estranha, mas boa, deliciosa".
Ao mesmo tempo eu senti um imenso prazer invadir todo o meu corpo.
“Vais vir-te, amor!”, segredei-te.
Fui ritmando os meus movimentos e uma onda de prazer foi crescendo cada vez mais dentro de ti. Começaste a sentir mais calor.
“Vem-te, meu amor!”, disse-te, “vem-te para mim!”.
“Vem-te também, também para mim”, respondeste baixinho, perdida de prazer.
Começaste então a sentir jactos quentes que de mim jorravam dentro de ti.
A seguir disseste-me que tinhas sentido um orgasmo como nunca havia sentido antes. Diferente. Todo o teu corpo tremia. Todo o teu corpo era excitação.
Lembras-te? Ao jantar disseste que foi completamente diferente do que havias sentido até àquele dia, que não imaginavas que fosse possível ter tanto prazer e sentias esse prazer ao mesmo tempo em todo o corpo.
A partir desta nossa primeira experiência diferente passaste a pedir que a repetisse com frequência. Outras vezes peço-te eu.
Afinal existimos para nos fazermos reciprocamente felizes e há mais formas do que tu imaginavas antes.
Luv U!


 


quarta-feira, 15 de maio de 2013

AINDA TE RECORDAS?
Lembras-te? Foi há tanto tempo. Tinhas acabado de te separar, uma separação violenta.
Entre nós a relação era ténue.
Praticamente nunca tinhamos falado, mas tinha havido umas trocas de mails, esses mais frenéticos carregados de erotismo.
Mas quando nos encontrávamos nunca falávamos disso.
Nessas alturas eram simplesmente umas trocas cúmpices de olhos que me faziam tesão, mas pouco mais que umas trocas de olhos.
Mas, nesses olhares e nas poucas palavras que trocámos, sentia que havia qualquer coisa. Pelo menos estava escarrapachada nos mails.
Os olhos brilhavam mais do que o normal. As pupilas dilatavam mais do que seria de esperar. Às vezes sentia-me arrepiado e sentia que tu também sentias qualquer coisa. Estas coisas são difíceis de esconder.
Naquele dia surpreendes-te-me quando vieste falar comigo e disseste: “agora vivo sozinha e às vezes tenho medo. Fica com uma chave do meu apartamento”. Assim, sem mais, partiste e eu guardei a chave sem nada te responder.
Fiquei nervoso.
O que querias? Era uma proposta? Um convite? Ou não seria nada disso, apenas protecção?
Nessa noite não consegui dormir.
Pelas quatro da manhã, decidido, saí de casa. Quase autómato, dirigi-me aonde me tinhas dito que moravas. Subi, abri silenciosamente a porta e, pé ante-pé, como um assaltante, percorri a casa que não conhecia.
Dormias enroscadinha num quarto fracamente iluminado pela luz de um candeeiro de rua que entrava pela janela aberta. Fiquei a olhar para ti.
Não sabia muito bem o que fazer. O teu sono parecia pesado.
Quase automaticamente, sem pensar, despi-me, deitei-me por trás de ti, abracei-te as costas, encaixei-me em ti e tu não te mexeste. Por trás encaixei as minhas mãos nas tuas mamas como se de um soutien se tratasse... e continuavas a dormir no quarto quase escuro. Eu fiquei muito quietinho para não te acordar.
A certa altura, em silêncio, viraste para mim e sinto o teu abraço forte. Apertei-te nos meus braços.
Sinto os teus lábios aflorarem os meus, sinto a tua língua vasculhar-me a boca, mas mantenho-me imóvel. Parece-me que o que fazes é ainda durante o sono. Parece-me que ainda dormes.
Não sei há quanto tempo estou entre o sono e o sonho. Agora sinto a tua respiração suave na curva do meu pescoço. Não quero acordar-te. Eternizo a tua intimidade. Permaneço estátua. De repente respiras palavras proibidas ao meu ouvido. Quero que te enrosques na noite, que partilhes, que te percas nos meus sonhos! Quero que com os teus lábios percorras os meus segredos e que te percas no orvalho da madrugada. Não tenhas medo! Guiar-te-ão as palavras. Enrosco-me na noite, partilho-me, percorro os teus segredos e perco-me nos teus sonhos. Oiço-te e falo-te tanto no meu silêncio. Dou por mim a falar contigo. Serenamente, docemente. Sei que há uma troca de correspondência que nos leva a uma intimidade muito mais profunda do que qualquer relação física. E no entanto ela apenas se realiza através de palavras.
Não quero falar, interromper o teu sono ou não-sono. Não te vou falar dos marinheiros que deambulam pelos portos de Amsterdão porque as histórias desses não sei contar. Então, bom, então enrosco-me na noite, partilho, levo-te a perderes-te nos meus sonhos. Mas o que me apetece, realmente, é com murmúrios percorrer os teus segredos. Penso “ um dia destes falo-te-ei do cheiro das amoras bravas no Verão, da terra molhada e das folhas dos carvalhos no Outono, mas tenho outra coisa boa para te dizer, acariciar a pele de um pêssego madurinho, na praia, ao sol, sentir-lhe o cheiro, trincá-lo e deixar o sumo escorrer pelos lábios... é bom, não é?
Não sei se estou acordado. Sinto as tuas pestanas no meu pescoço, amor. O teu braço sobre o meu peito. É tão bom!
Sinto que, no meio do sono a tua mão se mexe entre as tuas coxas. Isso faz-me tesão. Estou quieto. Imóvel. No meio do teu sono a tua mão acaricia-te o espaço entre as tuas coxas que quero meu e cujo cheiro encharcado me começa a invadir e a aumentar a tesão. Num suave movimento de vai-e-vem sinto a tua mão, roçar pelo meu corpo enquanto te percorre a ti própria. Continuo estátua. Sinto-me cada vez mais duro enquanto te acaricias. Sinto o teu beijo no meu pescoço durante o sono. Sinto a tua respiração acelerar. Sinto os teus gemidos. Continuas a acariciar-te. Não sei se dormes ou não. Eu perco-me de tesão. Não sei se durmo ou não.
No meio do sono, dos teus gemidos e da tua respiração que se torna ofegante, viro o teu corpo, cuidadosamente para não te acordar, para não perturbar o teu sonho de prazer, viro-te de ventre para cima.
Agora estás a meu lado, pernas afastadas, joelhos erguidos, e a tua mão acaricia-te. Não sei se dormes, não sei se durmo.
Muito devagarinho, não te quero acordar, amor, ajoelho-me entre as tuas pernas, apoio as minhas mãos ao lado dos teus ombros. Continuas a acariciar-te num vai-e-vem cada vez mais frenético. Suavemente enterro-me dentro de ti encharcada dando espaço à tua mão para continuar o seu trabalho. Estou dentro de ti, apoiado nos braços, enquanto te acaricias. Estou imóvel, em silêncio, dando-te espaço, procurando não te pesar. Dentro de ti sinto-me apertado pelo latejar ritmado da tua vagina. Inicio um vai-e-vem suave. Paro. Continuo. Paro. Continuo. Paro. Sinto que dentro de ti se aproxima uma explosão. Está cada vez mais perto. Os movimentos dos teus dedos entre as tuas pernas começam a tornar-se frenéticos. Os teus gemidos elevam-se no ar. Eu mantenho-me imóvel dentro de ti. Sinto-me apertado pelas contracções ritmadas da tua vagina acariciada pelas tuas próprias mãos. Agora vens-te. Vens-te. Vens-te prolongadamente enquantocontinuas a acariciar-te. Segredo-te baixinho, “vem-te amor, vem-te para mim, vem-te”. Sinto, enquanto te vens, golfadas de líquido, golfadas de amor que saiem de mim e te enchem o corpo. O teu corpo treme. Os meus braços já não aguentam o peso do corpo. Deixo-me cair sobre ti. Envolves-me com os teus braços, envolves-me num longo beijo. Em silêncio. Não sei se dormimos ou se estamos acordados. Amo-te. Amo-te tanto.

terça-feira, 14 de maio de 2013

ESTE NÃO O ROUBEI!!!


Normalmente sou desorientado mas, afinal, ao contrário do que imaginei, não precisei de GPS para navegar pelos teus lábios, nem sequer para encontrar a doçura da tua língua.
O problema é que dificilmente sou capaz de explicar.
Posso tentar, posso dizer que o teu beijo é um navio de velas brancas que parte do tejo. Sim, fechei os olhos e foi isso que vi.
Então senti os teus olhos e mergulhei numa ilusão caleidoscópica de sensações, havia árvores, não me apercebi se eram laranjeiras, se enormes carvalhos. Desta vez não roubei. Chamei-te ou chamaste-me. Soubeste responder docemente, e vi flores amarelas e verdes. Também viste?
Elevavam-se sobre a tua cabeça. Desci (ou subi, já nem sei) o rio e havia uma ponte e uma fonte, o doce mordiscar dos teus dentes nos meus lábios e o doce deambular da tua língua na minha boca.
Senti a linha da tua anca, a minha linha da sorte.
Encontrei o Sol nos teus olhos.
E rebentou um vulcão. Um combóio atravessou o deserto.
Parámos num bar e flutuámos nas nuvens.
Voltei a ver os teus olhos de caleidoscópio.
Agora passeio a língua pelos teus lábios, entreabres a boca húmida da minha língua e do teu sabor.
Os teus olhos espreitam-me no mais doce do meu sossego.
Tocam-me as mãos suaves como as penas das gaivotas que se deixam beijar pelo Sol de fim de tarde!
Como se fosse madrugada, as ondas rebentam a toda a volta e desfazem-se em espuma.
Como se fosse madrugada, Os ventos deliram. Gritam as gaivotas por toda a ilha enquanto tu murmuras.
Como se fosse madrugada, o orvalho cobre as ervas escuras, os corpos perdem-se na bruma, porventura no cansaço!
Como se fosse madrugada, leve suave tranquila serena.
Como se a noite se fosse passo a passo.
Quis que da minha boca gotejassem palavras nos teus ouvidos, que dos meus dedos gotejassem carícias no teu corpo.
Dos meus lábios gotejaram beijos nos teus lábios.
Quis que do meu corpo gotejasse suor na tua pele, que dos nossos corpos gotejassem gemidos no universo.
O que quero agora?
Não, não há muito para dizer...
Bom, o teu corpo de mulher e a tua alma de menina!
Estar em qualquer lugar desde que seja contigo.
Estar contigo e devorar esta maldita distância.
Ouvir a tua voz, ver o teu sorriso.
Fundir-me no teu olhar, enredar-me nos teus cabelos e beber todo o teu ser.
Seja onde fôr desde que sejas tu o meu amor, o meu delito, o meu pecado.
Ter a tua presença e a tua essência.
Esperar por ti numa esquina do tempo, ouvir a tua voz, ter o teu sorriso e segredar-te, sou eu!
Depois dizer-te: Fiquei aqui à tua espera e o tempo não passou.
E prometer-te: O tempo não passará.
E constatar que deixámos de ser uma impossibilidade.
Vês, não é muito!
Soletrar a tua presença e decifrar a tua essência.
Mas olha, também queria que o tempo não fosse tempo, mas que o Sol fosse sempre Sol, que o Mar fosse sempre Mar e que o Tejo fosse sempre Tejo!
Sim, e ainda que os campos fossem azuis...
Tactear-te póro a póro, passo a passo, espreitar-te através da bruma, segredar-te: o tempo perde-se no infinito, o barco vai zarpar.
ficas no cais?
Ou vens navegar?
Vem, dá-me a tua mão, mostra-me as estradas, dá-me agasalhos.
Depois garantir-te que o barulho não é nada.
Sabes, afinal é só o Sol que se esconde atrás da Lua e isso não é nada.
Olha, o barulho afinal não é nada, foi apenas uma gota de orvalho que sorriu para ti.
Poderia surpreender-te, mas não foi nada. Foi só o teu sorriso que se escondeu atrás do Sol.
Deixa lá, já viste a madrugada?
Eu vi-te lá, sorriste e disseste: Afinal o barulho não foi nada.
E riste. Foi isto. Foi sentir os teus lábios, a intromissão da tua língua, o teu beijo.
Serei o que quiseres, serás o que eu quiser... foi o pacto desse beijo sem GPS.