THIS IS MY INTIMATE SPACE!!!

"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos"
Antoine de Saint-Exupéry

domingo, 26 de maio de 2013

NOITE, DEPOIS DO CINEMA...


Está uma noite linda. O brilho dos teus olhos e o teu andar ainda trôpego pela emoção do filme dizem-me que desejas que seja eterna.
Entrelaço os meus dedos nos teus….apertas-mos como se tivesses medo que eu desaparecesse no luar.
Encostas a cabeça ao meu ombro e sussurras.
Caminhamos em silêncio.
Recordo os momentos anteriores. Como nos amámos no cinema.
Agora, ao luar, perco-me nos teus olhos. Eles dizem que me queres. Que me amas. Que me desejas.
Delicio-me.
Quero-te. Amo-te. Desejo-te.
Voltamos ao carro. Deambulamos pela noite.
Enquanto conduzo sinto a tua mão entre as minhas pernas. Acaricias-me, sinto o regresso do entumescimento que me provocas. Conduzo em silêncio enquanto me desapertas as calças e a tua mão inicia um doce vai e vem que me desconcentra.
Não consigo conduzir assim. Encosto.
Recosto-me no banco, tento concentrar-me na paisagem iluminada pelo luar.
É um local lindo…digno de um conto de fadas.
Continuas a manipular-me, deitas a tua cabeça sobre o meu colo, sinto a tua língua, o calor dos teus lábios, a tua saliva que escorre por mim.
Agarro-te os cabelos que acaricio enquanto a tu língua hábil me devassa e devasta.
Vais lambendo, chupando, sussurrando e eu, progressivamente, vou-me perdendo.
“Pára, não me deixes vir assim”, digo-te no auge da luxúria que me desespera.
És obediente. Páras. Desajeitado tento arrumar-me, o que é uma tarefa difícil, tal o estado em que me puseste.
Mal amanhado lá saio do carro com os jeans a comprimirem-me a imensa tesão que me provocas.
Sais também. Aconchego-te o xaile ao corpo. A brisa tornou-se fria.
Abraço-te por trás, sussurro ao teu ouvido que percorro com a língua provocações que sei que te excitam: “És minha, és tudo o que eu quiser, existes para o meu prazer!”. E acrescento “vou fazer-te o que nem sequer imaginas, vais explodir de prazer e esse será o meu prazer!”.
Sussuras gemidos incompreensíveis, contorces-te com os movimentos da minha língua na tua nuca, nas tuas orelhas. Empinas mais as nádegas e sentes, por cima da saia, como estou duro.
A tua respiração dispara. As tuas ancas reagem ao encontro das minhas. O teu desejo enebria-me, aguça ainda mais o meu querer-te.
Apeteces-me.
Agarro-te as mãos, afasto-te os braços em cruz e obrigo-te a dobrar o corpo sobre o capot do carro.
Liberto-me da pressão das calças que me caiem até aos tornozelos.
Sem te largar as mãos levanto-te a saia com os dentes deixando o teu traseiro exposto aos meus delírios.
Sempre a segurar-te os braços ajoelho-me por trás de ti e percorro-te com a língua húmida o espaço entre as nádegas que empinas, ofereces entre gemidos de luxúria perdidos de desejo.
Penetro-te, com a língua dura, encharco-te de saliva, mantenho-te os braços firmemente presos, exerço pressão sobre o teu corpo que obrigo a manter-se deitado sobre o capot do carro.
Ponho-me de pé e coloco-me duro entre as tuas nádegas encharcadas pela minha saliva. Com os pés afasto mais as tuas pernas mantendo-te todo o corpo imobilizado. Pressiono. Gemes. Pressiono mais. Entro. Sinto o teu corpo tremer e, ainda apenas aflorando a tua entrada inicio batidas que se vão aprofundando cada vez mais.
Contorces-te, tentas libertar-te, mas seguro-te com firmeza enquanto mantenho um vai e vem agora mais profundo, cada vez mais completo, dentro de ti.
Balbucias entre gemidos “sim, isso, forte, tudo, força” e empinas as ancas ao meu encontro.
Gemes, sussurras “vem-te, quero sentir-te”. Prolongo, contenho-me mas continuo sem diminuir o ritmo.
Ordeno-te imperativo “vem-te primeiro”.
Gritas, inundas o silêncio da noite com um rouco “venho-me, vem-te, vem-te tudo!”.
Sinto o teu orgasmo, o teu estertor, as tuas contracções espasmódicas que me enlouquecem.
Sinto que às golfadas te encho de mim.
Sussurras um “amo-te, é bom”. Ainda consigo mais uns movimentos até que páro.
Já não tenho forças para te segurar. Extenuado deixo-me cair no chão. Cais ao meu lado.
Ficamos no chão abraçados ao luar. Abraço-te, passo a mão entre as tuas nádegas e sinto os teus espasmos que vão expulsando o sémen que jorrou em ti no meu louco orgasmo que acompanhou o teu.
“Linda menina, portaste-te tão bem!”... “Lindo menino, enlouqueces-me, cumpriste a promessa!”.

Cum to Me
 
 

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