Quando se me mete uma coisa na cabeça torno-me obsessivo. Não descanso enquanto não a ponho em prática, qual puto mimado.
Hoje quero levar-te ao cinema, nem imaginas o que me vai pela cabeça.
E não, não me perguntes porquê. Vens e pronto.
Habitua-te. Fazes o que eu quero. A única coisa que te posso dar em troca é manter a simetria nesta relação... que os teus desejos sejam ordens, mesmo que eu lhes desconheça o fundamento.
Nunca te perguntarei porquê. Não espero que, em relação aos meus, me perguntes porquê.
“Veste-te". "Vamos à rua".
"Quero que ponhas uma saia, mas sem nada por baixo". "Não ponhas roupa interior".
Visto os jeans e a t-shirt também sem nada por baixo.
Saímos.
Entramos no carro. Andamos uns quilómetros, calados.
Paramos à frente de um cinema. Uma sala qualquer. Pouco interessa.
Compro os bilhetes. Dois, lá para a última fila.
Entramos na sala escura, quase vazia.
O filme já começou.
Vamos para os lugares marcados. A fila está vazia como é costume na última fila. Desta vez não, mas às vezes apenas uns pares de namorados que se beijam. Mas agora a fila é toda nossa. Só lá mais para a frente é que há alguns espectadores.
Sentas-te no escuro.
Afasto-te as pernas e ajoelho-me à tua frente.
“Vá, vê o filme... o resto é comigo”.
Ergo-te as pernas, coloco os teus pés sobre as costas das cadeiras vazias da fila da frente.
Arregaço-te a saia. Estás completamente aberta. Obediente, não trouxeste roupa interior. Estás completamente exposta. Oferecida. És minha.
Olhas-me intrigada na semi-obscuridade da sala.
“Vá, vê o filme...”
Sentei-me no chão entre as tuas pernas erguidas.
Começo, mergulhado entre as tuas coxas, a percorrer-te com a língua.
Os teus dedos enovelam-se nos meus cabelos.
Sinto que, enquanto a minha língua te acaricia o teu cheiro se intensifica, o teu néctar inebriante começa a ser produzido cada vez com mais intensidade.
Agarras-me os cabelos com força. O teu sabor faz-me tesão. Estás enxarcada, eu estou duríssimo.
Tenho que abrir as calças. O aperto estava-me a incomodar.
Ajoelho-me. Encosto-me a tie penetro-te facilmente de tão molhada que estás.
“Vá, não me ligues, vê o filme...”
Há meia dúzia de pessoas sentadas lá à frente. Ninguém deu por nós.
Movimento-me lentamente. Acelero um pouquinho. Não páro, nunca.
Mordes o lenço de seda preto que trazias à volta do pescoço.
“Vá, concentra-te no filme”.
Continuo os movimentos ritmados dentro de ti, bem fundo.
Não soltas um gemido mas eu sinto as tuas contracções, os teus espasmos, sinto que começas a vir-te enquanto o filme corre.
Eu também. Torno-me mais lento e encho-te. Encho-te. Venho-me dentro de ti tudo o que acumulei antes. Tu sorris. Lágrimas de prazer correm pelas tuas faces.
Eu segredo-te... "é só o início". "Vamos passear, depois logo se vê".
Fecho as calças.
Levantas-te em silêncio na escuridão da sala. Vou atrás de ti em silêncio. Sorrio. Vejo o meu líquido que vai gotejando de dentro de ti por cima da alcatifa cor de vinho dos corredores onde não há vivalma.
Passo o braço por cima do teu ombro direito e ponho a mão por baixo do teu braço esquerdo.
O nosso andar é um pouco trôpego.
Acho que nos ajudamos um ao outro na marcha.
Sempre gostei de salas de cinema. Queres vir?
Saimos. Está uma noite linda...
Cum to Me


7 comentários:
Qual era o filme mesmo?....
Beijoooooos ;)
convites arrojados
um beijo sussurrado
Eva,
Estive de costas e não deu para ver. Num relance reparei que era a preto e branco, pelo sotaque era americano... mas o que é que interessa?
Beijo-te, sabes?
Cum to Me
Sussurro,
Obrigado por estares sempre atenta.
Sussurro-te cum to me!
Sessões de cinema assim são imperdíveis...
Beijinho
“Vá, não me ligues, vê o filme...”
“Vá, concentra-te no filme”.
Puff easy, completamente..
Beijos picantesPp
Estava a ser irônica, dai ter-te transcrito aquelas frases..
O Puff, significa isso mesmo..
Tu a dizeres-lhe para ela se concentrar no filme e repetiste de maneiras diferentes. Achei engraçado, porque era como se estivesses a dizer, eu não estou aqui, vè o filmes :)
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